quarta-feira, 2 de abril de 2014

Secretária do presidente do Uruguai - fotos ousadas

28/01/2014
 às 15:15 \ Vasto Mundo - Ricardo Setti na Veja.com


Secretária do presidente do Uruguai posa para fotos ousadas. Vejam também um vídeo dela

Fabiana Leis, a secretária do presidente (Foto: Juan Obregon)
Fabiana Leis, a secretária do presidente (Foto: Juan Obregon)
Nota de Juliana Linhares, publicada em edição impressa de VEJA
DEVE SER ALGUMA COISA NA ÁGUA
José Mujica reduzida Infolatam.com
Mujica (Foto: infolatam.com)
O presidente do Uruguai, José Mujica, 79 anos bem vividos, encarna à perfeição a imagem de tiozão excêntrico: mora em um sítio, dirige um Fusca, usa chinelão e, bobeou, arranca a dentadura em público.
De repente, aparece nesse quadro a perturbadora Fabiana Leis, 33. Funcionária contratada como secretária da Presidência, ela resolveu mostrar todo o seu potencial em fotos sensuais para uma revista.
Constrangimentos? Nada. Em 2010, Fabiana fez algo ainda mais ousado, numa folhinha de borracharia.
“Autografei umas 200. Só faltou o presidente ter uma”, diz ela. Bom para ambos.
A mulher de Mujica, a senadora Lucía Topolansky, foi da luta armada, ficou presa por treze anos e é conhecida como La Tronca.
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Ensaio na praia de El Pinar (Foto: Andrés Fernández)
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(Foto: Andrés Fernández)
Ensaio na praia de El Pinar (Foto: Andrés Fernández)
(Foto: Andrés Fernández)
(Foto: Alfredo Leirós / EFE)
Fabiana Leis, secretaria presidencial do Uruguai (Foto: Alfredo Leirós / EFE)
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(Foto: Andrés Fernández)

‘Coronel Y’

02/04/2014
 às 8:09 \ O País quer Saber Augusto Nunes na Veja


Especial VEJA: Castello Branco ─ A vitória sorriu afinal para o ‘Coronel Y’

Publicado na edição impressa de VEJA
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Depois da parada do carro oficial para uma subida rápida ao apartamento 304 da Rua Jangadeiros, 23, em Ipanema, na tarde de 31 de março, Castello Branco só teria um superior hierárquico, o “Coronel Y”. Castello tinha 63 anos. Ou 66, se verdadeira a plausível história de que o pai, o general Cândido Castello Branco, roubou três anos para garantir a gratuidade do filho no colégio militar. Castello vinha de horas tensas passadas no seu gabinete de chefe do Estado-Maior no quartel-general do Exército, quando, com uma ordem de prisão contra ele sendo protelada por colegas de farda simpatizantes, expediu este telegrama a todos os comandantes de tropa: “Restaurar legalidade. Restabelecer a Federação. Eliminar o desenvolvimento do plano comunista de posse do poder. Defender as instituições militares, que começam a ser destruídas. Estabelecer a ordem para o advento de reformas legais”. O regime de Jango estava liquidado e, apesar de o eterno rival, o general Arthur da Costa e Silva, ter se autodenominado Comandante Supremo da Revolução, Castello Branco era o líder inconteste aos olhos da tropa e dos chefes civis do movimento.
Em casa, antes de seguir para um dos muitos locais secretos preparados para aquele momento, ele tirou pela última vez a farda de general de quatro estrelas e colocou um terno. Obedecia às ordens do Coronel Y. Com esse codinome, ele assinou dez colunas em um jornal carioca nos anos 1930. Nelas traçou a visão do papel do militar da qual não se afastaria nunca mais. Se o menino é o pai do homem, o Coronel Y foi o pai doutrinário de Castello: “O militar-político é um lobisomem, um homem de existência dupla e misteriosa e que mete medo. Passando a desempenhar função civil, é militarmente lógico e individualmente honesto que ele se torne um egresso de sua classe”.
Castello se tornara um egresso de sua classe. Nessa condição foi eleito presidente da República pelo Congresso, prendeu, cassou, mas não permitiu a tortura. Fez uma reforma agrária, criou o Banco Central e o FGTS. Quis devolver o poder aos civis. A linha dura não permitiu. Assinou o Ato Institucional Nº 2 e acrescentou de próprio punho um parágrafo único: “O atual presidente é inelegível”. Morreu em 1967 no céu do seu Ceará em um acidente insólito. O avião em que viajava foi abalroado em pleno ar por um caça da FAB. O piloto militar sobreviveu.
Humberto de Alencar Castello Branco foi o primeiro presidente do ciclo dos generais, que seria fechado 21 anos mais tarde pelo general João Figueiredo. Castello foi também um dos últimos oficiais superiores da estirpe de numes tutelares nascida com a Proclamação da República, em 1889, pela espada do marechal Manoel Deodoro da Fonseca. Cresceu ouvindo do pai general: “Nós militares parimos a república, é nosso dever embalá-la”. Era um tempo em que as famílias cuidavam de ter filho padre e militar. Não para salvar almas ou ganhar guerras. Mas para angariar poder político. Foi para isso que o pai o encaminhou para a farda. Foi por isso que ele a tirou em 31 de março.
Uma contradição em termos, Castello foi o grande legalista, mas deu o golpe. Sendo um empedernido soldado profissional, fez política de tenente a general. Sem chance de competir pelos primeiros lugares com os cadetes teutônicos, louros, altos, atléticos, e os de inteligência natural transbordante, como Luiz Carlos Prestes e Henrique Teixeira Lott ou mesmo Costa e Silva, decidiu superá-los pelo esforço sobre-humano nos estudos e na adesão fundamentalista à disciplina. Sua bússola era o Regulamento Disciplinar do Exército (RDE). “Mas, enquanto os outros militares só faziam o que o RDE permitia, o Castello fazia tudo o que o RDE não proibia. Assim ele conseguiu estar sempre à frente e ter o controle da maioria das situações conflituosas em que se metia”, lembra um de seus recrutas. Isso o ajudou a superar oficiais mais graduados na campanha da Força Expedicionária Brasileira na Itália durante a II Guerra Mundial e a aderir à conspiração a curta distância do quepe de Jair Dantas Ribeiro, ministro da Guerra e fiel a Jango, ao tempo que dava ao superior seguidas provas de apego à hierarquia e à disciplina.
Ribeiro não tinha razões para duvidar de Castello, que sempre rejeitou, um a um, todos os convites anteriores para tomar parte de golpes, quarteladas, motins e revoluções. Tantas vezes colegas esperançosos de que aderisse de última hora não lhe confiaram as senhas desencadeadoras de movimentos como “o bebê nasceu” ou o “trem partiu da estação”. Ele se manteve sempre legalista, racional, disciplinado e obediente à hierarquia, guardião da Constituição ─ democrata, enfim. Colocando em segundo plano as fraternas lealdades da caserna, colecionou antipatias duradouras. Castello combateu a Coluna Prestes nos anos 20. Foi contra a Revolução de 1930. Sem a menor admiração por Getúlio Vargas, foi legalista em 1932. Ficou contra os oficiais que queriam impedir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek, em 1955, por ele ter como vice João Goulart. No levante de Aragarças, de 1959, quando oficiais da Aeronáutica se amotinaram contra Juscelino, sua conduta foi exemplar. Emissários enviados para sondar a possibilidade de obter apoio do então comandante militar da Amazônia ouviram a negativa que ecoava a doutrina do Coronel Y: “É um erro de visão acreditar que o Brasil não pode melhorar dentro do regime constitucional. Só se faz uma revolução dentro de uma ideologia e impelido por uma forte corrente de opinião pública. O Brasil não quer quarteladas”.
Por que em 1964 sua atitude foi diferente? Por que ele resolveu fazer o “creme de abacate”? Essa era a expressão que os oficiais do Exército usavam para ilustrar o fato de que, embora até reconhecessem o papel da Força Aérea e da Marinha, qualquer ação contra o governo Goulart só teria êxito com o predomínio das fardas verdes. Castello aderiu por duas razões. A mais simples e prática decorria do fato de que a vitória era certa. No pior cenário, na avaliação lógica do estrategista da tomada do Monte Castelo na campanha da Itália, a vitória viria em no máximo dois meses. Veio em um dia. A outra se assentava na constatação de que o movimento contra Goulart não era uma quartelada. Não era a pura e simples usurpação do poder. O movimento representava o desejo legítimo de ampla parcela do povo.
A maioria dos generais do Exército selou o destino de Jango depois do comício na Central, no dia 13 de março, quando Leonel Brizola propôs fechar o Congresso e convocar um plebiscito. Castello precisou de mais uma semana para aceitar a inevitabilidade da ação. No dia 20 ele se comprometeu até a medula com o movimento ao emitir uma decisiva nota circular aos oficiais comandantes do Exército: “Não sendo milícia, as Forças Armadas não são armas para empreendimentos antidemocráticos”. Usar o Exército como milícia era o plano mestre do núcleo duro em torno de Jango. “Ele nunca elogiou ninguém”, reclamava o general Olympio Mourão Filho, cujas tropas Castello tentou, em vão, fazer voltar aos quartéis em telefonema ao governador mineiro, Magalhães Pinto. Mourão encarnava tudo o que Castello desprezava em um comandante: “Fuja dos generais intuitivos e emocionais. A hecatombe nunca anda longe deles”.
Castello não viu seu triunfo degenerar nos males que julgou vencidos em 1964. Morreu como viveu: respeitado, admirado e temido. Talvez tenha superado as marcas traumáticas da cifose, seu tormento da juventude, que o levaria a usar um corretor postural na última década da vida. Talvez tenha apagado o trauma do telegrama do pai ─ “faça exame” ─, recebido quando era primeiro-tenente no 12º Regimento de Infantaria, em Belo Horizonte. Fazer um exame médico fora a única exigência imposta pelo sogro, o comerciante Arthur Vianna, para entregar-lhe a mão de sua filha Argentina. Vianna temia que Castello fosse portador de uma doença hereditária. O amor foi maior do que a indignação, e o tenente deixou-se examinar, tranquilizando o sogro. Poucos meses depois, casou-se com Argentina, que morreu, em 1963, no Recife. Dois anos mais tarde, dizem, o coração de Castello já encontrava conforto ocasional ao lado de linda e talentosa atriz.
Colaboradores: André Petry, Augusto Nunes, Carlos Graieb, Diogo Schelp, Duda Teixeira, Eurípedes Alcântara, Fábio Altman, Giuliano Guandalini, Jerônimo Teixeira, Juliana Linhares, Leslie Lestão, Otávio Cabral, Pedro Dias, Rinaldo Gama, Thaís Oyama e Vilma Gryzinski.

FOTOS - tetos

29/03/2014
 às 14:00 \ Tema Livre - Ricardo Setti


FOTOS DE TORCER O PESCOÇO: tetos que são esplêndidas obras de arte

Ultra-moderno teto centenário, na Sagrada Família, obra de Gaudí, em Barcelona, Espanha
O teto da Basílica da Sagrada Família, obra de Gaudí em Barcelona, Espanha, iniciada há 132 anos, ainda é ultramoderno
A Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, teve sua construção iniciada em 1882, ainda não terminou e é considerada a principal obra do grande arquiteto catalão Antoni Gaudí. Seu teto, projetado há mais de um século, é moderníssimo.
Túmulo do poeta persa Hafez, do século XIV, em Shiraz, Iran
Túmulo do poeta persa Hafez, do século XIV, em Shiraz, Irã
Poeta lírico e místico persa, nascido entre 1310 e 1337, o iraniano Hafez ainda hoje tem seus versos decorados e usados como ditados e provérbios. Seu túmulo em Shiraz é uma obra importante da arquitetura iraniana e muito visitado.
Caleidoscópico no santuário de Shah Cheragh, em Shiraz, Iran
Caleidoscópico no santuário de Shah Cheragh, também em Shiraz, Irã
O magnífico Mausoléu Shah Cheraq, ou palácio do Reino da Luz, é um monumento intimamente ligado à causa xiita — foi ali que morreu, em 835, Sayyed Mir Ahmad, irmão do oitavo Imã após Maomé, o Imã Reza. Sua belíssima cúpula de azulejos azuis, ladeada por minaretes dourados é apenas o “aperitivo” — no interior, pequenos espelhos reflretem as preces muçulmanas.
Romântico assim, só podia ser no Taj Mahal, na Índia
Romântico assim, só podia ser no Taj Mahal, na Índia
O Taj Mahal é um dos mausoléus mais conhecidos do mundo. Construído em Agra, na Índia, entre 1632 e 1653, é declarado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Faz parte de uma história de amor real entre nobres: o imperador Shah Jahan mandou construir essa beleza em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal (“A jóia do palácio”). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.
Teto colorido do Palácio de Verão, em Pequim, na China
Teto colorido do Palácio de Verão, em Pequim, na China
O Palácio de Verão, em Pequim, na China, é um impressionante complexo de lagos, palácios, jardins e pontes. Foi construído para a família imperial no século XVIII, como um refúgio contra o forte calor do verão na Cidade Proibida, enorme área reservada ao imperador e família na cidade.
Templo do Céu, o símbolo de Pequim, na China
Templo do Céu, em Pequim, China
Igreja de São Francisco, em Chiloé, no Chile, totalmente em madeira,faz parte do Património Mundial da UNESCO
O da Igreja de São Francisco, em Chiloé, no Chile, totalmente em madeira, faz parte do Património Mundial da Unesco

Uma mandala representando o universo no teto de um templo no Nepal
Uma mandala representando o universo no teto de um templo no Nepal
Dragão colorindo no alto do Templo Lungshan em Lukang, em Taiwan
Dragão colorido no alto do Templo Lungshan em Lukang, Taiwan
Teto do Museu Guggenheim, em Nova York
Teto do Museu Guggenheim, em Nova York
Teto da fábrica de cerveja Guinness, em Dublim, na Irlanda
Teto da fábrica de cerveja Guinness, em Dublin, Irlanda
Teto da Capela Sistina
Teto da Capela Sistina, no Vaticano, obra de Michelangelo
Decoração neo-bizantina e arabescos, no alto da Basílica de Notre-Dame de la Garde, em Marselha, França
Decoração neo-bizantina e arabescos, no alto da Basílica de Notre-Dame de la Garde, em Marselha, França
Igreja do Temple em Londres, construída no século XII pelos Cavaleiros Templários
Igreja do Temple em Londres, construída no século XII pelos Cavaleiros Templários

CPI da Petrobras

01/04/2014
 às 13:44 \ Política & Cia

ILIMAR FRANCO: Os limites da CPI da Petrobras

A sede da Petrobras, no Rio de Janeiro: a oposição acha que a CPI sobre a empresa pode desviar energias que seriam aplicadas pelo governo na campanha eleitoral (Foto: O Globo)
A sede da Petrobras, no Rio de Janeiro: a oposição acha que a CPI sobre a empresa pode desviar energias que seriam aplicadas pelo governo na campanha eleitoral (Foto: O Globo)
OS LIMITES DA CPI
Por Ilimar Franco, em sua coluna em O Globo
A oposição avalia que já venceu o primeiro round com a criação da CPI da Petrobras: o de desgastar a imagem de gestora dedicada e infalível da presidente Dilma.
Considera que colocou em dúvida a eficiência da “faxina” prometida pela presidente.
Mas não acredita que tenha êxito se quiser colar em Dilma a imagem de corrupta.
Com a CPI, a oposição espera consumir energias do Planalto, que estariam concentradas na luta pela reeleição.
31/03/2014
 às 20:00 \ Política & Cia

50 ANOS DO GOLPE DE 1964: Com palestra em seminário da USP e da Brown University, Luiz Cláudio Cunha desnuda a participação da ditadura brasileira nos crimes dos ex-regimes autoritários do Cone Sul

Ilustração do artista alemão para a edição de 1549 da sátira "A Nau dos Insensatos", do também alemão Sebastian Brant
Ilustração do artista alemão Albrecht Dürer para a capa da edição de 1549 da sátira “A Nau dos Insensatos”, do também alemão Sebastian Brant
No âmbito do seminário internacional “O Golpe de 1964 e a onda autoritária na América Latina”, co-patrocinado pela Universidade de São Paulo e pela Brown University, dos Estados Unidos, o jornalista Luiz Cláudio Cunha falou sobre a participação da extinta ditadura brasileira na chamada Operação Condor, conjunto de operações repressivas ilegais em que colaboraram outros regimes totalitários do Cone Sul nos anos 70 e 80.
O evento, que transcorreu de segunda a sexta-feira da semana passada em auditório na Praça da Reitoria, no campus da USP, foi uma promoção do Departamento de História da Universidade, sob coordenação da professora Maria Helena Capelato, com comissão integrada pelos professores Marcos Napolitano e Janaína Teles, também da História da USP, e James Green, da História da Brown University,
Participaram alguns dos principais especialistas no período militar e historiadores de seis universidades brasileiras, duas dos Estados Unidos, uma do Chile e uma da Argentina, além de um representante do National Security Archive, de Washington, e outra da Comissão Nacional da Verdade. O único não acadêmico era Luiz Cláudio.
A palestra de Luiz Cláudio, veterano batalhador pelos direitos humanos, Prêmio Esso de Jornalismo e autor, entre outros, do livro O Seqüestro dos Uruguaios — Uma Reportagem dos Tempos da Ditadura (Editora L&PM, 2008, 472 págs.), intensamente documentada, é uma peça histórica cuja leitura vale a pena.
Confiram:
As penas verde-amarelas da Condor — As conexões repressivas do Brasil com as ditaduras no Cone Sul
As conexões repressivas do Brasil com as ditaduras no Cone Sul.
A plateia bem comportada que tomava as poltronas de veludo vermelho do centenário Teatro Solís, no centro de Montevidéu, irrompeu em aplausos entusiasmados quando ouviu o refrão final de Disculpe, o grande sucesso de Los Nocheros, o grupo folclórico patrioteiro que fazia sucesso com a música que a ultradireita do Uruguai assumiu como seu hino anticomunista.
Disculpe si no me entiende
Disculpe si no lo entiendo
Usted habla por la boca de otra gente y yo,
Y yo soy solo el eco de mi pueblo
O público daquela noite, 25 de agosto de 1975, não podia ser mais fiel: eram generais, oficiais de inteligência e agregados da elite militar de 15 países reunidos nos preparativos da 11º Conferência dos Exércitos Americanos (CEA), que seria aberta dois meses depois.
E a atração musical no palco não podia ser mais confiável.
O quarteto de Los Nocheros — três guitarras e um bumbo — teve o seu disco patrocinado pela DINARP, o organismo de propaganda criado logo após o golpe militar civil-militar de 1973.
Dois músicos do grupo eram ligados à DNII, a Dirección Nacional de Información y Inteligência, a polícia política patrocinada com recursos da CIA norte-americana e inspirada no ‘Esquadrão da Morte’ do delegado brasileiro Sérgio Fleury.
O quarteto almoçava com frequência com o comandante da secreta Compañia de Contrainformaciones, o braço repressivo do Exército. E Los Nocheros chegaram a cantar na festa de aniversário da unidade militar, instalada num quartel na esquina da calle Colorado e bulevar Artigas, dois quilômetros ao norte do Obelisco, marco turístico de Montevidéu.
Em 20 de outubro, enfim, abriu-se a 11ª CEA, que reuniu por cinco dias os comandantes da repressão mais louvados pelos nocheros do continente.
O anfitrião da CEA, general Julio César Vadora, comandante do Exército uruguaio, expôs a ideia fixa daquele distinto público: “No campo de batalha da sedição, deve haver um estreito enlace entre os Exércitos [...]“.
Maior do Exército, que amanheceu já no dia 11 de setembro no regimento de Peñalolén onde o general Augusto Pinochet instalou o QG do golpe contra o presidente chileno Salvador Allende em 1973. O general Álvarez ecoou o mantra de seu líder: “O mundo se encontra em guerra. Uma guerra [...] de ações solapadas em que não se distingue vanguarda e retaguarda [...]“.
O general uruguaio Luís Vicente Queirolo, secretário-geral da conferência, foi mais claro: “Existe uma coordenação entre os exércitos do continente para combater e impedir a infiltração marxista [...]“.
A estrela principal da reunião acabou sendo o chefe da delegação argentina, nomeado há menos de dois meses pela presidente Isabelita Perón para o comando do Exército.
Se for preciso, deverão morrer na Argentina todas as pessoas necessárias para alcançar a segurança do país”
O tenente-general Jorge Rafael Videla ganhou as manchetes dos jornais ao antecipar o futuro em Montevidéu: “Se for preciso, deverão morrer na Argentina todas as pessoas necessárias para alcançar a segurança do país…”, avisou Videla, seis meses antes de liderar o golpe que matou e fez desaparecer 30 mil pessoas que ‘ameaçavam’ a segurança nacional.
O líder da comitiva brasileira, mais discreto, era o general Fritz Azevedo Manso, chefe do Estado-Maior do Exército, que derrubou João Goulart duas vezes no espaço de uma década.
Em 1954, como tenente-coronel, Fritz assinou o manifesto de 82 oficiais que levou à queda do então ministro do Trabalho de Getúlio Vargas. Em 1964, como coronel, Fritz conspirou no golpe que depôs o presidente da República.» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

VARGAS NA PAPUDA?

02/04/2014
 às 11:35 \ Direto ao Ponto - Augusto Nunes na Veja.com


O companheiro André Vargas poderá repetir na entrada da Papuda o gesto que ensaiou ao lado do presidente do Supremo

ATUALIZADO ÀS 11H35
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Também fisicamente o deputado André Vargas é um atentado ao decoro, constatou em 4 de fevereiro um post inspirado na performance do vice-presidente da Câmara na sessão de abertura do ano legislativo. As provas estavam na foto publicada pela Folha. Entre os numerosos detalhes que compõem uma fachada obscena, causaram especial impressão os cabelos que reivindicam aos berros a renovação da tintura, a papada de glutão de nascença e o meio sorriso de Mona Lisa de bordel. Uma figura dessas, registrou a última linha do texto, nem precisa de carteirinha de sócio para entrar sem bater em qualquer clube dos cafajestes.
O post foi brando demais, alertou nesta terça-feira a reportagem daFolha sobre as ligações promíscuas entre o n° 2 da Casa dos Horrores e o doleiro Alberto Youssef, n° 1 na relação de delinquentes montada pela Operação Lava Jato,  concebida para apurar um superlativo esquema de lavagem de dinheiro. As descobertas da Polícia Federal já bastaram para instalar numa cela de cadeia, além de Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos articuladores da desastrosa e suspeitíssima aquisição da refinaria de Pasadena. Ainda não se sabe exatamente o que fez o companheiro André Vargas. Mas a entrada em cena reiterou que o caçula do elenco é bastante promissor.
O deputado paranaense regressou ao noticiário político-policial a bordo do jatinho que emprestou de Youssef para viajar entre Londrina e João Pessoa, na Paraíba. O favor foi negociado em 2 de janeiro, numa troca de mensagens em poder da Polícia Federal. “Tudo certo para amanhã, boa viagem e boas férias”, informou Youssef num recado pelo celular. Surpreendido pela Folha, Vargas não forjou a tempo um álibi menos bisonho. Disse que optou pelo jatinho “porque os voos comerciais estavam muito caros no período”.  Admitiu que conhece o doleiro há 20 anos, mas só agora descobriu quem é Alberto Youssef.
“Não sei se o avião é dele, ele foi dono de hangar e eu perguntei se ele conhecia alguém com avião”, improvisou em mau português. “Eu não sabia com quem eu estava me relacionando. Eu não tenho nenhuma relação com os crimes que ele eventualmente cometeu”. Ou Vargas está mentindo ou é tão prestativo que abre as portas do poder até para desconhecidos necessitados. Numa das conversas, por exemplo, ele aparece no papel de despachante de doleiro, encarregado de facilitar as coisas para uma certa Labogen, empresa fantasma usada por Youssef para remeter ilegalmente ao exterior mais de 37 milhões de dólares.
O diálogo merece ser transcrito sem correções:
Vargas: Reunião com o Gadelha foi boa demais. (Segundo a Polícia Federal, o deputado se refere a Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde).
Youssef: Que bom. (…) Parabéns. (…) Gostou do que viu?
Vargas: Sim, mas da conversa com Gadha (Carlos Gadelha) ele garantiu que vai nos ajudar.
Youssef: Já estamos prontos para Anvisa.
Vargas: Muito bom.
Confrontado com a conversa comprometedora, o vice-presidente da Câmara enredou-se no palavrório dos pilhados em flagrante. Declarou que Youssef o procurou “para saber como funcionavam parcerias com ministérios”. Que o doleiro amigo e um grupo de investidores “estavam tentando recuperar uma petroquímica”. Que se lembra de um encontro no aeroporto com um representante de Youssef. Que não consegue recordar o nome desse representante. Que o misterioso mensageiro lhe contou que teria tido “uma boa reunião com Gadelha”.
Melhor interromper o falatório e pedir a algum mensaleiro o número do celular de um advogado especializado em inocentar pecadores. O que disse de improviso só serviu para evocar as imagens do revolucionário com algumas arrobas a mais, ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal, erguendo o braço esquerdo para exibir o punho cerrado. Depois desta terça-feira, o Brasil decente desconfia que André Vargas estava ensaiando o gesto que poderá repetir para os fotógrafos na entrada do presídio da Papuda.

É MENTIRA, TERTA?

01/04/2014
 às 18:00 \ Política & Cia - Ricardo Setti na Veja


PRIMEIRO DE ABRIL!!!!!

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(Charge: Sponholz)

POEMA ACORDAR

 ACORDAR, por Alvaro


Amanhecer e despertar
Ver a lua
Da noite que passou.
Dormir
Com sol na cara, nunca.
Sempre alerta
Acordar, estar acordado
Estar de guarda
Pra não ser ludibriado.
Dormir de olho aberto
Esperto
Pra não ser cooptado.
Endurecer
Às vezes, é preciso.
A ternura é que  não se pode perder
(Che Gue Vara já se foi)
E com o muro de Berlim
Foi-se um ideal
O social, o tudo igual
A comuna que teima ressurgir
O sonho de igualdade.
Fidel, um morto vivo.
Bush, nem se nota mais
Seu entardecer.
A vida vive
Na mansão do amanha
Não para nem recua
Não anda para trás
Avança
Além de Obama e Putin
Apesar dos nossos pecados.


terça-feira, 1 de abril de 2014

GEDEL E PAULO SOUTO

Metro1 - Portal da Metrópole

Democratas garante que irá acelerar processo para definição da chapa

Democratas garante que irá acelerar processo para definição da chapa
Foto: Metropress
A novela para a definição do candidato da oposição ao governo do Estado continua. De acordo com a assessoria de imprensa do partido Democratas, uma reunião foi feita na manhã desta segunda-feira (31) para tratar do assunto com o pré-candidato Paulo Souto, os prefeitos ACM Neto (Salvador) e José Ronaldo (Feira de Santana) e o secretário municipal de Urbanismo e Transporte José Carlos Aleluia. Durante o encontro foi definido que as conversas para a escolha do nome serão intensificadas pelo partido.