quarta-feira, 30 de abril de 2014

DURA RACHA

30/04/2014
 às 11:22 - Reinaldo Azevedo na Veja


Dilma diz que será candidata com ou sem apoio dos partidos aliados

Na VEJA.com:
Constrangida por aliados que já defendem abertamente o “Volta, Lula” e índices de aprovação de governo derretendo, a presidente Dilma Rousseff afirmou na manhã desta quarta-feira que será candidata com ou sem o apoio dos partidos que integram sua base no Congresso Nacional.
“Gostaria muito que, quando for candidata, eu tivesse o apoio da minha base, da minha própria base. Agora, não havendo esse apoio, a gente vai tocar em frente”, disse, em entrevista a rádios da Bahia. Na sequência, ela emendou uma frase enigmática e encerrou o assunto: “Sempre, por trás de todas as coisas, existem outras explicações.”
As declarações mostram uma mudança no tom adotado pela presidente, que havia minimizado um manifesto lançado por deputados do PR pedindo a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Isso não me pega”, disse Dilma em jantar com jornalistas esportivos no Palácio do Alvorada, na noite de segunda-feira. “Ninguém vai me separar do Lula nem ele vai se separar de mim.”
O PR (ex-PL) apoia o PT em eleições desde 2002, quando José Alencar, morto em 2011, aceitou concorrer como vice na chapa de Lula. A aliança ajudou a romper a resistência de parte do empresariado e do setor financeiro à candidatura do petista. Mais tarde, após a descoberta do mensalão, o então PL acabou arrastado para o centro do escândalo – o ex-presidente da sigla Valdemar Costa Neto foi um dos condenados a prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo esquema de corrupção.
Além dos problemas com o PR, reportagem de VEJA desta semana mostrou que a Dilma enfrenta um momento inédito de fragilidade. Além de ter problemas na economia, como o crescimento baixo, a inflação persistente e o desmantelamento do setor elétrico, ela perdeu apoio popular e força para barrar, no Congresso, iniciativas capazes de desgastá-la. A aprovação ao governo caiu a um nível que, segundo os especialistas, ameaça a reeleição. Partidos aliados suspenderam as negociações para apoiá-la na corrida eleitoral. Já os oposicionistas conseguiram na Justiça o direito de instalar uma CPI para investigar exclusivamente a Petrobras.
Acuada, Dilma precisa mais do que nunca da ajuda do PT, mas essa ajuda lhe é negada. Aproveitando-se da conjuntura desfavorável à mandatária, poderosas alas petistas pregam a candidatura de Lula ao Planalto e conspiram contra a presidente. O objetivo é claro: retomar poderes e orçamentos que foram retirados delas pela própria Dilma. A seis meses da eleição, o PT está rachado entre lulistas e dilmistas — e, para os companheiros mais pragmáticos, essa divisão, e não os rivais Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), representa a maior ameaça ao projeto de poder do partido.
Por Reinaldo Azevedo
30/04/2014
 às 6:05

O Médico em Sua Casa com o Dr. Alvaro Ernesto na FM Ubatã

Entrevistas com o Mèdico Dr. Alvaro Ernesto

CAI, CAI BALÃO

30/04/2014
 às 5:45 \ Uncategorized - Ricardo Setti na Veja


Dilma cai em pesquisa pela 3ª vez consecutiva e 2º turno está à vista

Charge de SPONHOLZ
Charge de SPONHOLZ
CHANCE DE 2º TURNO AUMENTA EM 2014, DIZ PESQUISA CNT/MDA
Levantamento mostra queda nas intenções de voto em Dilma e avanço dos dois principais adversários
Por Ricardo Della Coletta e Daiene Cardoso, do jornal O Estado de S. Paulo
A presidente Dilma Rousseff perdeu seis pontos porcentuais nas intenções de voto para presidente entre fevereiro e abril, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), realizada em parceria com a [empresa especializada] MDA e divulgada nesta terça-feira, 29.
É o terceiro levantamento que mostra queda da petista. A pesquisa também aponta uma maior chance de realização de segundo turno em outubro.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), tem 21,6% das intenções de voto
No cenário que mede a intenção de voto estimulada (os nomes são apresentados aos entrevistados) apenas com os três principais nomes da disputa, a presidente aparece com 37% da preferência do eleitorado, abaixo dos 43,7% obtidos em fevereiro.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), tem 21,6% das intenções de voto, frente a 17% no início deste ano.
O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), soma 11,8%, variação positiva de pouco menos de dois pontos porcentuais em relação a fevereiro, portanto, dentro da margem de erro do levantamento.
Brancos e nulos chegam em 20% e o porcentual dos que não sabem ou não responderam atingiu a 9,6%.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas, entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00086-2014.
De acordo com a CNT, os resultados mostram crescimento de Aécio e de Campos, que passam a “capitalizar votos que a presidente Dilma vem perdendo”.
Para a confederação, isso aumenta a possibilidade de um segundo turno nas eleições presidenciais deste ano. Isso porque, no cenário em que são incluídos pré-candidatos de partidos nanicos, a vantagem da petista em relação à soma dos adversários.

LULA OU DILMA, DILMA OU LULA

29/04/2014
 às 17:56 - Veja.com - Reinaldo Azevedo


Os lulocêntricos estão em festa… Dilma despenca

Os lulocêntricos devem estar em festa. Pesquisa CNT/MDA também aponta que é praticamente igual o número de pessoas que aprovam e que reprovam o governo Dilma: 47,9% a 46,1%. Em relação a fevereiro, é uma mudança e tanto: ela era reprovada por 41% — portanto, houve um aumento de 5,1 pontos percentuais. E aprovação, que era de 55%, despencou 7,1 pontos percentuais. Vale dizer: uma mudança contra Dilma de 12,2 pontos.
A pesquisa de intenção de votos também assusta os petistas. Em relação a fevereiro, Dilma caiu 6,7 pontos percentuais e aparece agora com 37%. Em contrapartida, o tucano Aécio Neves subiu de 17% para 21,6%, e Eduardo Campos, do PSB, teve variação positiva de pouco mais de dois pontos e aparece com 11,8%.
Dilma ainda venceria no primeiro turno, mas é uma hipótese puramente teórica. Não vai acontecer. Na verdade, os números evoluem contra essa possibilidade. Veja-se a simulação de segundo turno: Dilma aparece com 39,2%, contra 29,3% de Aécio. Para se ter uma ideia, há dois meses, o placar era 46,6% a 23,4%. Uma diferença de 23,2 pontos caiu para 10,1 pontos.
Contra Campos, a presidente teria 41,3%, e ele 24%. Em fevereiro, os números eram, respectivamente, 48,6% e 18%. Dilma murchou. E isso é um fato.

Por Reinaldo Azevedo

TERRORISTAS

30/04/2014
 às 3:56 - Na Veja.com

Iêmen diz que há brasileiros entre terroristas da Al Qaeda mortos no país. País segue sem uma lei antiterror. E a lembrança de uma estupidez dita por Tarso Genro

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Por que essa imagem está aí? Vocês vão entender.
Algo de muito grave aconteceu caso se confirme mesmo a notícia — e não creio que possa haver desmentidos: numa ação do Exército do Iêmen contra forças da Al Qaeda, a maior desde 2012, foram mortos 26 terroristas, ou jihadistas, como eles próprios se definem. No grupo, dizem as autoridades iemenitas, estão… brasileiros. Sim, caros leitores, vocês leram direito: havia brasileiros em campos de treinamento da Al Qaeda. Segundo Abdu Rabo Mansur Hadi, presidente daquele país, há ainda terroristas mortos oriundos da Holanda, França, Austrália e outros países.
Por que a notícia é especialmente grave no que nos diz respeito? Porque o Brasil, e não será a primeira vez que escreverei isso aqui, é uma das poucas democracias do mundo — na verdade, deve ser a única — que não dispõe de uma lei para punir ações terroristas. Se esses brasileiros que morreram no Iêmen tivessem sido presos e eventualmente deportados para o Brasil, não haveria, acreditem, como puni-los aqui. Da mesma sorte, este país não tem como aplicar penas adequadas para ações terroristas praticadas por estrangeiros ou por nativos em solo brasileiro. Teria de apelar a alguma outra legislação.
E por que não temos essa lei, a menos de dois meses da Copa do Mundo? Porque as esquerdas, muito especialmente os petistas, não aceitam. Aliás, a imprensa, com as exceções de praxe, não tem sido muito sábia quando debate o assunto.
Em maio de 2009 foi preso no Brasil o libanês Khaled Hussein Ali, identificado na imprensa brasileira como o “libanês K”. Era ligado à Al Qaeda. Foi, acreditem, solto! No dia 26 de maio daquele ano, diante da evidência de que a rede terrorista já estava entre nós, o inefável Tarso Genro, então ministro da Justiça, tratou o terrorismo como uma variante de “corrente de opinião”. No dia seguinte, sustentou que o país realmente não precisa tipificar esse crime porque a legislação comum dá conta do recado — o que é conversa mole.
Reportagens da revista VEJA de abril e dezembro de 2011 demonstraram que o terrorismo islâmico já operava no Brasil e recrutava pessoas para a sua causa. A revista revelou as conexões de cinco grupos extremistas no Brasil. Mais tarde, a análise de processos judiciais e de relatórios do Departamento de Justiça, do Exército e do Congresso americanos expôs laços de extremistas que vivem no Brasil com a Fundação Holy Land (Terra Santa, em inglês), uma entidade que, durante treze anos, financiou e aparelhou o Hamas, o grupo radical palestino que desde 2007 controla a Faixa de Gaza e cujo objetivo declarado é destruir o estado de Israel.
A Holy Land tinha sede em Dallas, no Texas, e era registrada como instituição filantrópica. Descobriu-se que havia enviado pelo menos 12,4 milhões de dólares ao Hamas e que ajudava o grupo a recrutar terroristas nos Estados Unidos e na América do Sul. Em 2001, entrou para a lista de organizações terroristas da ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na Justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A maior pena, de 65 anos de prisão, foi para Shukri Abu Baker, fundador, presidente e diretor executivo da Holy Land Curiosamente, passou despercebido o fato de que Baker é brasileiro. Mais do que isso: durante muitos anos ele manteve operações no Brasil, e alguns de seus comparsas ainda estão por aqui.
Sem leiMuito bem! Todas as vezes em que se tentou votar uma lei contra o terrorismo no Brasil, a esquerda impediu o debate. Chegaremos à Copa sem ela. E é provável que às Olimpíadas também. A Comissão de Juristas que propôs a reforma do Código Penal chegou a prever, sim, a pena para ações terroristas, mas o fez de maneira muito particular: livrava de qualquer sanção quem cometesse desatinos em nome de causas socais, o que é, obviamente, piada. Na maioria das vezes, um terrorista sempre alega uma motivação nobre, não é mesmo? De resto, pode até haver causas nobres que mobilizam fanáticos. O que os tolos têm de entender é que não há causa legítima o bastante que justifique o ataque contra alvos ilegítimos: os inocentes.
Precisamos agora saber quem são esses brasileiros, sua origem, seus vínculos no Brasil, suas conexões. É claro que a votação de uma lei antiterror se tornou ainda mais urgente.
Por Reinaldo Azevedo

SOBRE DEPRESSÃO

Saúde mental - Veja.com



8 sinais de que você pode estar com depressão

Doença, que atinge cerca de 10% dos brasileiros, é caracterizada por conjunto de sintomas que vão desde tristeza duradoura até problemas para dormir

Vivian Carrer Elias
Depressão: Doença pode dificultar concentração e raciocínio, prejudicando o desempenho no trabalho e nos estudos
Depressão: Doença pode dificultar concentração e raciocínio, prejudicando o desempenho no trabalho e nos estudos(Thinkstock)
A depressão afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e é mais prevalente entre mulheres. No Brasil, cerca de uma em cada dez pessoas sofre com o problema. Embora seja uma doença comum, a moléstia carrega estigmas que dificultam seu diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento adequado.
O primeiro deles está no fato de a depressão ser um transtorno mental. "Percebemos que o preconceito com as doenças mentais faz com que muitos pacientes, principalmente os homens, demorem a aceitar que têm o problema e a procurar um médico, atrasando o tratamento", diz Rodrigo Martins Leite, psiquiatra e coordenador dos ambulatórios do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. 
Limite — Além do preconceito com os transtornos mentais, a dificuldade de interpretar os sintomas faz com que uma pessoa demore a procurar ajuda. Os sinais podem ser confundidos com sentimentos naturais do ser humano, como tristeza, indiferença e desânimo. Esses sentimentos passam a configurar um quadro de depressão clínica quando a variação do humor começa a afetar negativamente vários aspectos da vida do paciente — da produtividade no trabalho e nos estudos às relações com outros indivíduos, passando pela qualidade do sono e a disposição física para realizar as atividades do dia a dia.
"Muitas vezes é difícil diferenciar a tristeza comum da depressão. O humor das pessoas nunca é constante, sempre vai existir uma variação. Uma situação negativa pode desencadear tristeza, luto. Isso é diferente da depressão clínica, que é uma síndrome que vem acompanhada por outros sintomas", explica Mara Fonseca Maranhão, psiquiatra da Unifesp e do Hospital Albert Einstein.
Definição — Os critérios atuais para diagnóstico da depressão — estipulados por entidades médicas como a OMS e a Associação Americana de Psiquiatria — determinam que, para ser detectada com a doença, uma pessoa deve apresentar ao menos cinco sintomas do transtorno. Entre eles, um deve ser obrigatoriamente o humor deprimido (tristeza, desânimo e pensamentos negativos) ou a perda de interesse por coisas que antes eram prazerosas ao paciente. Os outros sintomas podem incluir alterações no sono, no apetite ou no peso, cansaço e falta de concentração, por exemplo.
Segundo o psiquiatra Rodrigo Leite, os critérios dizem que esse conjunto de sintomas deve ser apresentado pelo paciente na maior parte do dia, todos os dias e durante pelo menos duas semanas para que seja considerado como sinais de depressão. Por isso, estar atento a sintomas como esses — e a duração deles — é importante para que uma pessoa procure um médico e saiba se precisa ser submetida a um tratamento.
Doença do corpo — As causas exatas que levam à depressão ainda não são completamente conhecidas. "Sabe-se que situações como problemas financeiros ou conjugais, desemprego e perda de um ente querido alteram estruturas cerebrais que são sensíveis a hormônios relacionados ao stress, especialmente ao cortisol. Com isso, há um desequilíbrio no cérebro que desencadeia os sintomas depressivos", explica Leite.
Apesar disso, a depressão não é uma doença apenas do cérebro – e levar esse fato em consideração é essencial para o sucesso do tratamento. "As pessoas precisam saber que, diferentemente do que se pensava antes, a depressão não afeta apenas o cérebro, e o tratamento não depende exclusivamente de antidepressivos. Hoje, sabemos que essa é uma doença de todo o organismo", diz Rodrigo Leite.
De acordo com o psiquiatra, cada vez mais a ciência mostra que a doença está relacionada a problemas como baixa imunidade, alterações dos batimentos cardíacos e acúmulo de placas de gordura no sangue. Ou seja, a depressão é também um fator de risco a doenças como as cardíacas, incluindo infarto e aterosclerose. "Ainda não está claro de que forma a depressão leva a essas condições, mas sabemos que a relação existe", diz Leite.
Por esse motivo, o tratamento da depressão não deve incluir apenas antidepressivos. "Pessoas com depressão também precisam evitar hábitos como sedentarismo, tabagismo e má alimentação, que predispõem mais ainda uma pessoa a doenças cardiovasculares. Os pacientes devem saber que mudar esses hábitos é tão importante no tratamento quando os medicamentos."
Os psiquiatras alertam que as pessoas, assim que notarem que apresentam sintomas depressivos — e que eles são duradouros —, devem consultar um médico. "O tratamento contra a depressão com antidepressivos, psicoterapia e mudanças de estilo de vida é eficaz, principalmente se for iniciado precocemente", diz Mara Maranhão.

Oito sintomas causados pela depressão

1 de 8

Alteração do humor

O principal sintoma da depressão é o humor deprimido, que pode envolver sentimentos como tristeza, indiferença e desânimo. Todos esses sentimentos são naturais do ser humano e nem sempre são sinônimo de depressão, mas, se somados a outros sintomas da doença e persistirem na maior parte do dia por ao menos duas semanas, podem configurar um quadro de depressão clínica. “O humor deprimido faz com que a pessoa passe a enxergar o mundo e a si mesma de forma negativa e infeliz. Mesmo se acontece algo de bom em sua vida, ela vai dar mais atenção ao aspecto ruim do evento. Com isso, o paciente tende a se sentir incapaz e sua autoestima diminui”, diz o psiquiatra Rodrigo Leite, do Instituto de Psiquiatria da USP.

terça-feira, 29 de abril de 2014

entrevista na ubata fm no programa canta viola

Mundo Agora

Mãe procura médico para retirar 'pênis' das costas de bebê

Barcroft Media/Other Images
Nos primeiros dias de vida de Nuo Nuo, a mãe do garoto percebeu que o filho tinha alguma deformação pequena nas costas. O bebê tem, na verdade, uma"espinha bífida" - doença congênita de desenvolvimento que deixa uma lacuna, semelhante a um pênis na coluna vertebral. 

Com o tempo, a mulher observou que a "estrutura fálica" estava crescendo.Atualmente, o bebê tem cinco meses e um "rabo" de 12,5 cm. Preocupada com o futuro da criança e as implicações de tal deformação, a mulher procura por um método seguro de fazer a remoção do "rabo" da criança.
Barcroft Media/Other Images
Contudo, os médicos de Changsha (China) alertaram à chinesa que há o risco de Nuo Nuo sofrer sérios danos já que o "rabo" está ligado ao sistema nervoso da criança. A equipe médica do hospital estuda um modo de fazer a remoção da rara deformação de Nuo Nuo.

A Guerra nos Poderes

Líderes da oposição vão se reunir com Renan para cobrar CPI da Petrobras


Líder do DEM, Mendonça Filho, criticou Graça Foster
Foto: GUSTAVO LIMA / Gustavo Lima/Agência Câmara/19-3-2014
Líder do DEM, Mendonça Filho, criticou Graça Foster GUSTAVO LIMA / Gustavo Lima/Agência Câmara/19-3-2014
BRASÍLIA - A informação, divulgada pelo GLOBO, de que a Petrobras gastou quase US$ 2 bilhões com a refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), serviu como lenha na fogueira para que a oposição na Câmara voltasse a insistir na instalação de uma CPI mista com o objetivo de apurar supostas irregularidades na transação. Nesta terça-feira, líderes dos cinco partidos de oposição — PSDB, DEM, PPS, PSB e SDD — vão se reunir com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para cobrar a criação imediata da CPI mista.
Além de US$ 1,249 bilhão pagos pela Petrobras na aquisição de Pasadena, a petroleira teve de desembolsar outros US$ 685 milhões em melhorias operacionais, manutenção, paradas programadas e SMS (segurança, saúde e meio ambiente), como admitiu a Petrobras em nota ao GLOBO.
Apesar de ter consumido quase US$ 2 bilhões, a refinaria tem um valor contábil bem abaixo disso. Em abril de 2013 os registros contábeis da Petrobras atestavam que, em novembro de 2012 — ano do fim do litígio com a Astra Oil —, essa cifra era de US$ 572 milhões, enquanto o “valor presente líquido” estava estimado em US$ 352 milhões. Essa expressão contábil refere-se às projeções de fluxo de caixa para os próximos 25 anos.
O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), lembrou que a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, ao prestar esclarecimentos no Senado, negou que a Astra Oil tivesse pago US$ 42,5 milhões por Pasadena. Na ocasião, ela afirmou que a empresa belga havia desembolsado US$ 360 milhões quando adquiriu a empresa da Crown, a antiga proprietária. O valor levava em consideração outras aplicações realizadas pela Astra.
— Como ela faz uma soma no valor que a belga pagou e não faz o mesmo com o que a Petrobras desembolsou? Essa informação do GLOBO sobre o valor real é muito importante — disse ele.
Para o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), a revelação de que Pasadena já consumiu US$ 1,934 bilhão é um agravante na negociação, que ele considera nebulosa. Para o tucano, a informação contribui para a instalação da CPI mista.
— Isso robustece ainda mais a instalação da CPI, que já é uma realidade, depois que a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que ela terá de ser exclusiva para a Petrobras.
Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), a Petrobras está sendo dilapidada:
— O caso de Pasadena agride a inteligência de qualquer pessoa. Estamos pagando uma fortuna sem tamanho por isso — criticou. — Cada hora é um valor que aparece. Isso só significa uma coisa: má gestão.
Bueno afirmou que a prioridade da oposição é instalar uma CPI mista, na Câmara e no Senado. Na avaliação dos parlamentares contrários ao governo, se a CPI for só no Senado, o controle do governo será maior, uma vez que a base aliada detém ampla maioria.
— Queremos saber quem se apossou desse dinheiro — disse Bueno.
Na avaliação do líder do PSB, deputado Beto Albuquerque (RS), a notícia de que Pasadena custou mais do que se sabia é mais uma justificativa para a instalação da CPI mista:
— Não há uma semana que não tenha um fato novo sobre Pasadena. Os valores se alteram com frequência. É um negócio nebuloso, cheio de contradições — afirmou. — Esse tipo de informação, dos gastos com essa refinaria, é combustível puro para a CPI.
Os governistas atuam para protelar a criação da CPI mista. O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), disse que não há previsão para que a CPI seja instalada. Segundo ele, o comunicado da decisão da ministra do STF não chegou ao Senado, e só quando isso ocorrer os líderes serão informados para que coloquem em prática a decisão judicial.

Conselho de Ética decide nesta terça se abre processo contra Vargas

  • Para relator, novas denúncias reforçam necessidade de apuração
O deputado licenciado André Vargas GABRIELA KOROSSY / Agência Câmara
BRASÍLIA - O relator do processo do deputado André Vargas (sem-partido-PR) no Conselho de Ética da Câmara, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), disse na segunda-feira que as novas denúncias de que o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, teria indicado um diretor do laboratório Labogen, que pertence ao doleiro Alberto Youssef, aumentam a importância de se investigar a relação de Vargas com o esquema. Delgado, porém, não incluirá as denúncias em seu parecer, que cita só as primeiras acusações de envolvimento de Vargas com o doleiro, para evitar novo pedido de vista.
A expectativa é que a desfiliação de Vargas do PT reduza o apoio ao parlamentar no Conselho de Ética, que se reúne às 16h de hoje para votar o parecer preliminar de Delgado, a favor da abertura do processo contra o ex-petista, por sua ligação com Youssef. O doleiro foi preso na Operação Lava-Jato da Polícia Federal por lavagem de dinheiro.
Mesmo assim, o presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar Júnior (PSD-SP), acionou os deputados que integram o colegiado para evitar a falta de quorum. O temor é que os apoiadores de Vargas não compareçam, derrubem a sessão e impeçam, mais uma vez, a votação do parecer. Semana passada, o PT pediu vista do parecer, mas essa medida não pode ser mais adotada.

Lava-Jato: repasses de R$ 90 milhões na mira da Polícia Federal

  • Segunda fase da operação focará empresas que irrigaram esquema de Youssef

Dinheiro apreendido na operação Lava-Jato, em Londrina (PR) Divulgação PF
BRASÍLIA - Na segunda etapa da Operação Lava-Jato, a Polícia Federal (PF) vai apertar o cerco sobre dirigentes de empresas, especialmente de empreiteiras contratadas pela Petrobras que fizeram pagamentos à MO Consultoria, do doleiro Alberto Youssef, preso desde 17 de março. Em denúncia apresentada à Justiça Federal semana passada, o Ministério Público Federal informa que as construtoras repassaram R$ 89,7 milhões para a MO, de janeiro de 2009 a junho do ano passado. De acordo com a investigação da PF, a MO é uma empresa fictícia e seria usada por Youssef para pagamentos de propina.
No centro dessa nova linha de investigação estão empresas ligadas à construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Entre as empreiteiras que fizeram pagamentos à MO estão OAS, Galvão Engenharia e Coesa Engenharia, entre outras grandes empresas. Pelas informações da força-tarefa de procuradores encarregada de atuar no caso, a OAS fez dois pagamentos no total de R$ 1,6 milhão, entre 8 de setembro de 2010 e janeiro de 2011; a Galvão Engenharia desembolsou R$ 1,5 milhão, entre abril e março de 2011; e a Coesa, R$ 435 mil, em 3 de janeiro de 2011.
Na lista de empresas a serem investigadas estão Jaraguá Equipamentos, Empreiteira Rigidez, Consórcio Sehab, Consório RNEST, JSM Engenharia e Unipar Participações, entre outras. A PF e o Ministério Público Federal suspeitam que empresas pagavam propina à MO, de Youssef, em troca de contratos com a Petrobras ou com empresas contratadas pela estatal a partir de negociações intermediadas por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Costa também está preso em Curitiba.
Para MP, recursos vieram de propina
No topo da lista de empresas que fizeram os pagamentos mais volumosos à empresa supostamente fictícia de Youssef está a Camargo Corrêa, uma das sete maiores construtoras do país. Na denúncia, o Ministério Público informa à Justiça Federal que a empreiteira repassou R$ 26 milhões para a MO, por intermédio da Sanko Sider Comércio Importação e Exportação de Produtos Siderúrgicos e da Sanko Serviços. O nome da Camargo Corrêa, que lidera o consórcio de construção da Abreu e Lima, é um dos alvos da investigação desde o início da Lava-Jato.
“Vale reforçar que a MO Consultoria, com a finalidade única e exclusiva de dissimular a origem de recursos públicos desviados da obra da refinaria Abreu e Lima, recebeu recursos de diversas outras empresas que prestaram serviços para o Consórcio Nacional Camargo Corrêa”, sustentam os procuradores Januário Paludo, Andrey Borges de Mendonça e Adriana Aparecida Storoz Mathias dos Santos, integrantes da força-tarefa responsável por uma das seis denúncias apresentadas à Justiça Federal semana passada.
Segundo os procuradores, “todos os recursos repassados para a MO Consultoria são provenientes de propina (vantagem indevida), pelo fato de essa empresa existir apenas formalmente, sequer tendo empregados registrados e não apresentando declaração de Imposto de Renda”. Em depoimento à PF, o suposto dono da MO Consultoria, Waldomiro Oliveira, confessou que a empresa “não tinha qualquer atividade comercial, funcionando apenas para emitir notas fiscais por ordem do denunciado Alberto Youssef”.
Para a PF, os negócios de Youssef com prestadores de serviços de empresas envolvidas na construção da Abreu e Lima eram facilitados por Paulo Roberto Costa. Na denúncia, os procuradores citam relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as supostas fraudes nas obras da refinaria. Só em dois contratos, os auditores do TCU identificaram superfaturamento de mais de R$ 600 milhões. A denúncia contra Costa, Youssef e mais oito supostos cúmplices foi aceita pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, sexta-feira passada.
Na denúncia, os procuradores reafirmam que Costa e Youssef mantinham relações sólidas voltadas para a prática de crimes. Como indícios concretos dos vínculos entre o ex-diretor da Petrobras e o doleiro, os procuradores citam o carro de R$ 250 mil que Youssef comprou para Costa e trechos de papéis apreendidos, nos quais constam relatos sobre a abertura de offshores e compra de empresas pelos dois. Recortam partes de uma planilha em que Costa teria anotado valores recebidos de Youssef. As cifras, relativas a 2012 e 2013, somariam mais de R$ 1 milhão.
Os procuradores destacam ainda uma anotação encontrada na agenda de Costa, em que o ex-diretor da Petrobras debocharia de políticos que fazem discurso contra a corrupção. “Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder (Millôr Fernandes)”, diz a mensagem. Para os procuradores, essa é uma amostra da “tônica utilizada por Paulo Roberto Costa para tratar as relações de poder”. Procuradas pelo GLOBO ontem à tarde, a OAS e a Galvão Engenharia não se manifestaram. Segundo a assessoria de imprensa da OAS, a empresa não iria responder às perguntas do jornal. O GLOBO perguntou se a OAS tinha contrato com a MO e quais os serviços prestados pela empresa de Youssef justificaram os pagamentos.
O jornal telefonou para um número que consta na página da Coesa na internet. Mas uma pessoa desligou o telefone quando indagada sobre o pagamento à MO. No início do caso, quando surgiu pela primeira vez o nome da Camargo Corrêa, sua assessoria de imprensa informou que a empresa não se manifestaria sobre o assunto. A Polícia Federal também fará um levantamento de empresas ou pessoas que receberam dinheiro da MO e da GFD, outra empresa de Youssef. As investigações da Operação Lava-Jato foram tornadas públicas no dia 17 do mês passado, quando Youssef e outros supostos cúmplices foram presos.