segunda-feira, 31 de março de 2014

GOLPE MILITAR

31/03/2014
 às 17:00 \ Política & Cia - Ricardo Setti na Veja


50 ANOS DO GOLPE MILITAR: FHC lamenta: “Faltam-nos crença na democracia e grandeza na vida política”

(Foto: Eduardo Nicolau / Estadão)
O ex-presidente em sua sala no Instituto que leva seu nome, em São Paulo: militares golpistas não tinham projeto (Foto: Eduardo Nicolau / Estadão)
Entrevista concedida à jornalista Laura Greenhalgh, de O Estado de S. Paulo
se entre ser socialista nos modos e marxista nas ideias. E fazia a cabeça da estudantada da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP).
Daí o golpe se consumou e o professor Fernando Henrique teve que sumir. Vazou, como se diz hoje. “Quando os policiais chegaram na Maria Antonia (nome da rua onde ficava a faculdade, em São Paulo) para me prender quase levaram o (filósofo) Bento Prado, achando que era eu”, comenta o ex-presidente ao lembrar de um tempo em que precisou pular de casa em casa, de cidade em cidade, às escondidas, até se fixar no Chile, para onde seguiram a mulher, Ruth Cardoso, e os filhos pequenos.
entrevista que se segue, o trigésimo-quarto mandatário brasileiro reflete sobre a ditadura e conclui que ela não chegou a desmontar o Estado regulador. “Falam tanto em neoliberalismo, mas nunca tivemos isso no País. Já liberalismo político, esse eu até gostaria que houvesse mais”.
A 50 anos do golpe que o levou para o exílio e aos 82 de idade, Fernando Henrique, deixa passar uma nota de amargura: “Não estamos em condição de ensinar democracia a ninguém, porque há muito a aprender. Faltam-nos, sobretudo, crença na democracia e grandeza na vida política.”
Onde o senhor estava quando tudo aconteceu, 50 anos atrás?
Semanas antes do golpe, quando houve aquele comício da Central do Brasil, eu estava no Rio, onde vivia meu pai. Passei pelo comício e embarquei lá mesmo, rumo a São Paulo.
Era 13 março. No trem estavam o (hoje ex-ministro) José Gregori, o (hoje ex-deputado federal) Plínio de Arruda Sampaio, com quem eu acabaria me reencontrando no exílio, e um rapaz chamado Marco Antonio Mastrobuono, que depois viria a casar com a Tutu, filha do Jânio Quadros.
Viemos conversando ao longo da viagem sobre a situação. Ali ninguém era entusiasta do Jango, eu também não era. Embora meu pai fosse um militar nacionalista, que inclusive havia sido deputado pelo PTB.
Seu pai era um nacionalista. E o senhor?
Um socialista. Tivera contato com o comunismo nos anos 1950, mas àquela altura, depois do stalinismo, não sobravam ilusões. Também não tinha ilusão de que o Jango seria algo extraordinário ao país, porque ele era um populista e eu, um acadêmico. E, na universidade, tínhamos a convicção de que as mudanças viriam da luta de classes, não do populismo.
Pois bem, chegando a São Paulo, encontrei um clima de grande agitação. Nessa época o Darcy (Ribeiro) já havia sido nomeado chefe da Casa Civil do Jango. E era muito amigo da minha família.
Nós nos falamos algumas vezes por telefone naqueles dias e isso terminou me trazendo uma dor de cabeça tremenda, pois o aparelho do Darcy estava grampeado e fui grampeado, também.
O que aconteceu exatamente?
O Darcy um dia me disse que viria a São Paulo e eu comentei “vem com cuidado aí com o Grupo dos Onze” (grupo de resistência radical concebido em 1963 pelo então governador gaúcho Leonel Brizola).
Disse aquilo por dizer, sem qualquer intenção, porque havia acontecido uma violência contra o ministro da Reforma Agrária do Jango, em São Paulo, algo assim. Esse comentário grampeado iria me complicar no futuro, quando fui processado na Justiça Militar.
Mas, na noite do golpe, lá na Maria Antonia, havia mesmo muita confusão. Eu exercia certa influência sobre alunos e professores mais jovens, embora fosse jovem também – tinha só 33 anos, mas já fazia parte do Conselho Universitário. Muitos dos meus colegas achavam que o golpe era do Jango e dos generais leais a ele, o Amaury Kruel, o Osvino Ferreira Alves.
A confusão era tanta que eu telefonei para o Luiz Hildebrando da Silva, que era da Medicina da USP e ligado ao Partidão (o então clandestino Partido Comunista Brasileiro), dizendo para ele vir até a Maria Antonia, pois estavam preparando um manifesto contra um golpe do presidente. E não um manifesto contra o golpe no presidente! Veja como estávamos perdidos na USP, isolados da vida política, mergulhados num marxismo teórico.
Vou contar uma passagem estapafúrdia: naqueles dias soubemos que haveria uma resistência armada no Sul e então o Bento Prado, o (cientista social) Leôncio Martins Rodrigues, o Paulo Alves Pinto, que era sobrinho do general Osvino, e eu cogitamos tomar um aviãozinho no Campo de Marte para lutar no Sul.
Ainda bem que não houve luta alguma (ri). Então, assim foi a minha última noite andando pela rua Maria Antonia. No dia seguinte, a polícia apareceu por lá para me prender. Quase levaram o Bento Prado, pensando que fosse eu.
Como escapou de ser preso na Maria Antonia?
Alunos meus ficaram nas esquinas, à espreita, para me avisar que a polícia estava lá, assim que eu me aproximasse. Acabei não indo à faculdade e naquela noite dormi na casa de um amigo, o cineasta Bráulio Muniz. Continuei me escondendo, daí fui para o Guarujá na casa do (fotógrafo) Thomas Farkas, com o Leôncio. E a Ruth (Cardoso), minha mulher, ficou aqui, tentando entender o que se passava.
Ruth procurou o Honório Monteiro, que fora ministro do presidente Dutra e era meu colega no Conselho Universitário. O Honório tentou interferir a meu favor junto ao Miguel Reale, então secretário de Segurança. Mas o Reale respondeu que no meu caso não havia o que fazer, porque “esse professor Cardoso não é só teórico, mas prático também”.
Outro amigo, o (economista, museólogo e autor teatral) Maurício Segall, que já se ocupava de organizar fugas, achou que eu tinha que cair fora, não havia condições de ficar no país. Saí por Viracopos e fui para Argentina, para a casa de um ex-colega meu na França, que mais tarde viria a ser ministro do Kirchner, o José Nun.
Tive convite para lecionar na Universidade de Buenos Aires, mas também convite para trabalhar na Cepal, no Chile. Preferi ir para o Chile. Meses depois Ruth veio ao meu encontro, com as crianças, e lá ficamos anos.
Voltou ao Brasil nesse período?
Duas vezes. Eu me encontrei em Paris com (o professor e crítico literário) Antonio Candido, que dava aulas por lá, e ele me ajudou a voltar ao Rio para ver meu pai. Era 1965. Quando meu pai morreu, eu estava no Chile, mas já com passaporte validado, portanto voltei para o enterro. Houve uma missa com muitos oficiais e um deles chegou perto do meu irmão para dizer, referindo-se a mim: “Ou ele vai embora ou vai ser preso”.
Vim para a casa do (empresário e editor) Fernando Gasparian, em São Paulo, dormi outra noite na casa do (sociólogo) Pedro Paulo Popovic, e regressei ao Chile. Acabei não sendo preso.
Houve o processo contra mim na Justiça Militar, com acusações ridículas, entre as quais aquela envolvendo o telefonema grampeado do Darcy, e outras histórias vindas da universidade, de colegas que naquele momento dedo-duraram bastante, mas depois virariam ultra-esquerdistas.
O general Peri Bevilacqua, neto do Benjamin Constant e homem ligado à minha família, foi quem me deu um habeas corpus anos depois (no Superior Tribunal Militar, de que era ministro). Mais tarde ele seria cassado, também. Pude devolver as medalhas do general para a família dele, quando estava na Presidência.
O que o senhor pesquisava na época do golpe?
O empresariado brasileiro. Foi minha tese de livre-docência, defendi em 1963 e publiquei-a no ano seguinte.
Contestava a visão da esquerda de que havia uma aliança dos latifundiários com os imperialistas, contra a burguesia nacional e o povo. Isso era bobagem. Os empresários tinham ligação com o campo e não eram antiimperialistas, com exceção de dois ou três. A esquerda apostava no papel progressista da burguesia nacional e eu tinha uma visão crítica em relação a isso.
Disse que não se entusiasmava por João Goulart. Como o definiria?
Jango não era de assustar ninguém e hoje seria um político muito mais tranquilo do que qualquer um desses governantes populistas da América Latina. Mas, no contexto da Guerra Fria, e pelos contatos que tinha com os comunistas, representava o horror naquele momento.
Vi isso acontecer de novo no Chile. Allende era um reformista e virou o belzebu. Enfim, Jango era um político brasileiro tradicional, populista, um latifundiário que nunca quis fazer revolução alguma. Levantava a bandeira das reformas de base e ninguém sabia exatamente o que eram.
Olhando sociologicamente: tínhamos o mundo contingenciado pela Guerra Fria, porém o Brasil começava a se encaixar no eixo dos investimentos estrangeiros, desde o Juscelino. Havia crescimento industrial, forte migração campo-cidade e um Estado incompetente para atender às demandas de uma sociedade que crescia.
Então, a população começou a se movimentar e ir para as ruas. Nós, acadêmicos, estávamos tão entretidos com os debates teóricos, que quando nos demos conta as ruas tinham entrado na universidade!
Qual era o projeto dos militares em 1964? Submeter o País a uma modernização imposta de cima para baixo?
Acho que nem tinham projeto. Setores pensavam de forma diferente e foram variando de posição até o final. O general Amaury Kruel (foi ministro da Guerra de Jango), por exemplo, foi um que variou até o momento do golpe. Mesmo o general Mourão, de Minas, não tinha noção do que deveria ser feito.
Quem tinha? Os oficiais da Escola Superior de Guerra, o grupo do Castello Branco. Esses sabiam que seria importante empreender no País a modernização conservadora. Mas, veja só, entregaram a economia ao (Otávio Gouveia de) Bulhões e ao (Roberto) Campos, que por sua vez saíram atrás da modernização capitalista – arrocho fiscal, arrocho salarial, tudo feito a machadinhas, o povo pagando um preço alto.
Implantaram um programa austero, que deu na explosão econômica dos anos 70. Ora, quem fez isso não foram os militares, mas o Bulhões e o Campos. Havia necessidade de modernizar o capitalismo brasileiro. E, consequentemente, frear o avanço do setor estatal. Até porque o Juscelino já tinha feito o enganche do país com o setor produtivo global e os militares sabiam disso.
O senhor acha que o regime, no seu primeiro momento, tratou de sepultar o legado varguista?
O Castello, talvez. A verdade é que os militares já estavam claramente divididos, e isso era visível no Clube Militar: havia o setor ultranacionalista e o setor democrático-liberal. Este se aproximava dos Estados Unidos. E o ultranacionalista, embora não engolindo os russos, achava que eles funcionavam como contrapeso ao poderio americano.
Isso, evidentemente, tem a ver com as posturas “ser Getúlio” ou “ser anti-Getúlio”, levando-se em conta que o Getúlio simbólico foi sempre o nacionalista-estatizante. É interessante notar como era o contexto da época: os militares nacionalistas-estatizantes, que nunca confiaram nas forças do mercado, eram chamados de esquerda, o que era exagero. E os democráticos-liberais eram vistos como direita, outro exagero.
Daí o regime foi se radicalizando.
Exato, foi radicalizando a tendência autoritária. Isso não foi pretendido no começo, mas foi se formando. E virou um monstro que, não fosse o (general Ernesto) Geisel ter-se oposto, justo ele, um nacionalista-estatizante, correríamos o risco de cair numa direita fascista. Uma direita que se justificaria pelo apego à ordem, e não pelo desenvolvimento capitalista.
Cabe ainda muita pesquisa sobre o período, para analisar com objetividade e entender como tudo aconteceu ao largo de um intenso processo de industrialização e urbanização. São Paulo, em meados da década de 70, crescia 5% ao ano. Havia mais de cinco milhões de pessoas vivendo aqui. Tivemos um crescimento econômico que não correspondeu ao social.
Isso começa a ser corrigido com a redemocratização e vem até agora. Penso que hoje, de novo, vivemos algo parecido. Não se tem mais a mobilidade rural-urbana do passado, mas uma intensa mobilidade social. As pessoas querem mais e o Estado não tem como dar.
Instalados no poder, os militares trataram de providenciar uma fachada de legalidade ao regime. Chegaram a falar em “democracia relativa”.De fato, eles nunca aceitaram que o regime não fosse visto como democrático.
31/03/2014
 às 16:00 \ Política & Cia

Aéc

DEGRADAÇÃO MORAL


A cola é uma manifestação clara da desagregação moral

Em países onde há mais cola nas salas de aula também há mais desonestidade

Gustavo Ioschpe
A cola na escola: problema também na vida adulta
A cola na escola: problema também na vida adulta (Thinkstock)
O efeito mais nefasto da falta de ética de nossas escolas é que seus profissionais transferem para os alunos e suas famílias a razão do insucesso da própria escola. Pesquisa da Unesco com 17 000 estudantes e 1 300 professores mostra que os “mestres” culpam o aluno (39%) e seus pais (24%) quando ele repete o ano. Só 1,9% dos professores culpa a si mesmos (re­ferências completas em twitter.com/gioschpe). E, o que é pior, os alunos introjetam esse fracasso. Em pesquisa com cinco escolas públicas, 90% dos matriculados na 4ª série (gente de 10 anos!) diziam que se algum dia repetissem o ano a responsabilidade seria sua(!). Eis o cúmulo da atrocidade: não só nossos profissionais da educação vitimizam seus alunos, mas ainda conseguem transformar as vítimas em algozes. Nossas escolas, que deveriam incutir o apreço pela conduta reta, viraram instâncias preparatórias para o mar de sem-vergonhice que assola nosso país.     
Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no IBA, no tablet, no iPhone ou nas bancas.
Outros destaques de VEJA desta semana

A Hora das Dicas de Saúde

Conheça 5 remédios naturais que podem aliviar a picada de insetos

por
Gabriel Felix - CicloVivo
Publicada em 30/03/2014 12:22:40
Foto: Leszek Leszczynski/Flickr/Creative Commons
Irritações na pele, coceira, inchaço e dor são os principais vestígios que mosquitos, abelhas e formigas costumam deixar no orga
Irritações na pele, coceira, inchaço e dor são os principais vestígios que mosquitos, abelhas e formigas costumam deixar no organismo
Muitas pessoas sofrem com a presença dos insetos: irritações na pele, coceira, inchaço e dor são os principais vestígios que mosquitos, abelhas e formigas costumam deixar no organismo – além das noites embaladas pelos zunidos ao redor do travesseiro.
A situação fica ainda pior quando as pessoas estão longe dos centros urbanos ou quando as crianças são afetadas. Pensando nisso, separamos cinco remédios naturais e eficientes para aliviar os incômodos das picadas – que podem até mesmo entrar para as páginas de um manual de sobrevivência para os aventureiros.
A lista traz opções naturais que substituem cremes e pomadas específicas. No entanto, caso a reação alérgica seja mais intensa que o comum, ou haja suspeita de dengue ou malária, é imprescindível procurar a ajuda de um médico.
Casca de banana
Utilizar a casca da banana como remédio natural contra as picadas de mosquitos é uma alternativa sustentável de aproveitamento em totalidade da fruta. Assim, o resíduo pode substituir com bastante eficiência as pomadas e cremes específicos, basta esfregar a parte interna da casca na área atingida pelos insetos – em alguns minutos, a picada vai desinchar, diminuindo, também, o incômodo. Além disso, a casca de banana é eficiente para estancar sangramentos e ajudar na cicatrização de feridas.
Casca de banana
Foto: Karl Faktor/Flickr
Manjericão
Engana-se quem pensa que a erva aromática tem apenas importância na cozinha, pois o óleo extraído do manjericão alivia a alergia causada no local das picadas de insetos. Para preparar o remédio natural, basta amassar as folhas até extrair o líquido de cor escura que elas reservam. Isso porque a substância aromática contém cânfora e timol, duas propriedades utilizadas para aliviar a coceira.
Manjericão
Foto: Dominic's Pics/Flickr 
Mel
Composto por substâncias antibacterianas e anti-inflamatórias, o mel trata o incômodo causado pelas picadas e traz vários benefícios para o corpo. Assim, basta passar um pouco do produto natural na picada para diminuir a irritação. Além disso, a consistência do mel dificulta que as pessoas cocem o local, contribuindo para desinchar a derme mais rápido.
Mel
Foto: nkzs/SXC.HU 
Gelo
Uma compressa de água gelada ou de pedras de gelo consegue aliviar não só a coceira causada pelos mosquitos, mas também a dor que resulta da picada de outros insetos, como abelhas e formigas. Isso porque as fibras nervosas da pele “congelam”, contribuindo para que a pessoa não sinta mais os incômodos trazidos pelos insetos. No entanto, na hora de fazer compressas, é preciso ficar atento e nunca optar pela água quente, pois, após a sua aplicação, as altas temperaturas fazem com que o organismo volte a produzir histamina, substância responsável pela resposta alérgica do corpo.
Gelo

Leite e água
Aplicar leite misturado com água nas picadas é uma maneira simples de reduzir não apenas a dor e a coceira, mas também o inchaço e a inflamação que ocorre no local atingido (caso a pessoa não tenha alergia à lactose). O remédio natural é preparado, de preferência, com os dois ingredientes bem gelados, em quantidades iguais. Depois de ficar pronta, a mistura deve ser aplicada na pele com um pedaço de tecido, reduzindo  os incômodos trazidos pelos insetos em pouco tempo. A mistura também pode ser aplicada nas queimaduras causadas pelo sol.






Ministério da Saúde nega que haja riscos em vacina contra o HPV


É comum os jovens terem medo de vacina, e por isso pode ter casos de tontura, e em raras vezes desmaio
É comum os jovens terem medo de vacina, e por isso pode ter casos de tontura, e em raras vezes desmaio
Após seis ocorrências de reações à vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde enfatiza para a população de que a imunização é segura. “É uma vacina que tem quase dez anos de uso no mundo inteiro. É uma vacina nova aqui no Brasil, mas  há 50 países no mundo que utilizam, quase 175 milhões de doses da vacina aplicadas”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. A vacinação segue normalmente em todo o país.
Até sexta-feira (28/3) cerca de 2,3 milhões de meninas foram vacinadas contra o HPV, doença que pode ocasionar câncer de colo de útero. A meta é que até o final de 2014 sejam vacinadas 4,2 milhões de meninas entre 11 e 13 anos de idade.
Segundo Barbosa, é comum os jovens terem medo de vacina, e por isso pode ter casos de tontura, e em raras vezes desmaio, mas isso acontece “com qualquer injeção”. “Por isso que o Ministério da Saúde recomenda que a menina seja vacinada sentada e que ela não faça esforços físicos logo após tomar a vacina”, ressaltou.
Casos de vermelhidão e pequeno inchaço na região onde foi aplicada a vacina são comuns, por isso não devem ser motivo de preocupação. Mesmo assim, Barbosa garante que os 35 mil postos de saúde onde há vacinação são orientados a registrarem todos as reações ligadas às vacinas, não só a do HPV.
Esta semana foram notificados seis casos de reações adversas depois da aplicação da vacina contra o HPV que estão sendo investigados. Desses, três meninas de 13 anos tiveram mal estar, dores musculares, dor de cabeça, náusea. Elas foram atendidas por médico, e melhoraram sem hospitalização. Outras duas apresentaram os mesmos sintomas com menor intensidade.
O sexto caso registrado é de uma menina de 11 anos que mora em Veranópolis. Na última quinta-feira depois de ser vacinada, ela teve uma crise convulsiva. A menina foi atendida, passa bem e está sob acompanhamento neurológico. “Algumas das meninas podem apresentar problemas de saúde que apresentariam sem tomar a vacina e isso muitas vezes é confundido. De qualquer forma o Ministério da Saúde investiga rigorosamente todas as reações adversas que possam estar relacionada à imunização”, explicou Barbosa à Agência Brasil.
As seis meninas foram vacinadas com doses do mesmo lote, composto por um total de 89 mil doses, que teve uso suspenso no Rio Grande do Sul como medida de precaução enquanto ocorrem as investigações sobre o motivo das reações. Segundo Barbosa, o lote foi aprovado nos testes feitos e está sendo usado em outros estados. Não houve registros de reações adversas em outros locais.






Leite

o Giro da Noticia

Nilo diz que a “lealdade perdeu para a chantagem”

Rodrigo Aguiar
Preterido na disputa para ser vice da chapa do PT, o deputado estadual Marcelo Nilo (PDT) criticou o governador Jaques Wagner e o escolhido, o deputado federal João Leão (PP), em entrevista na manhã de quinta-feira, 20, à rádio Tudo FM.

Procurado depois pela reportagem, não atendeu às inúmeras ligações. Ao comentar a escolha de Leão, Nilo afirmou que "a lealdade perdeu para a chantagem", disse ter perdido a "admiração política" por Wagner e anunciou que sua família votará na senadora Lídice da Mata (PSB), candidata ao Senado.

Um dia após ser confirmado como candidato a vice na chapa governista, Leão disse que só se pronunciará após o anúncio oficial do chefe do Executivo baiano, o que não ocorreu até o fechamento desta edição.

"Só vou falar depois que o governador anunciar oficialmente", afirmou. No entanto, Leão contou que estará no próximo dia 29 de março em Barreiras, para participar, com o restante da chapa, da plenária do programa de governo participativo do PT na cidade do oeste baiano.

"O que Leão dizia de Rui Costa é impublicável (...) Eu nunca fiz chantagem e não mudo de lado. Sempre fui leal ao projeto do PT. Agora, João Leão já trocou de lado umas dez vezes", disse Nilo.

O presidente da Assembleia Legislativa declarou ainda que não iria se opor ao partido, caso o PDT decidisse apoiar a oposição. No entanto, nenhum membro da legenda na Bahia reclamou da indicação de Leão para a chapa governista ou saiu em defesa de Nilo.

Já o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, disse que Wagner não lhe informou quem seria o candidato a vice, em conversa ocorrida ontem. "Ele disse que não tinha nada decidido ainda, que estava estudando os critérios", declarou Lupi.

PCdoB reclama

Em nota enviada à imprensa, o PCdoB, partido da base aliada, se posicionou contra a escolha de Leão e lembrou a sugestão feita de que o posto de vice fosse ocupado por uma mulher.

"O PCdoB, aliado histórico, lamenta o fato de não ter sido ouvido sobre o desfecho e nem consultado sobre acertos outros que vem sendo divulgados pela imprensa, com os quais não temos concordância", diz o texto do secretariado estadual da sigla.

O deputado federal Mário Negromonte (PP), que disputou por meses o posto de vice com o pedetista , também criticou a demora do governador em fechar a chapa.

"O processo foi equivocado. Digo isso com o maior apreço que tenho ao governador. Os critérios deveriam ter sido colocados no início. Quando fica o embate, termina deixando alguém descontente", avaliou o pepista.

Leão e Negromonte minimizaram as críticas feitas por Marcelo Nilo e definiram o pedetista como um "amigo de muitos anos".


Qui , 20/03/2014 às 08:01

Deu Leão. Wagner confirma nome do candidato a vice na chapa de Rui


  • Leão foi indicado pelo PP, que tem mais força eleitoral do que o PDT, afirmou Wagner
Indicado pelo PP, o deputado federal João Leão será candidato a vice na chapa do governo, confirmou nesta quarta-feira, 19, o governador Jaques Wagner. "A escolha foi pelo PP, e o PP escolheu internamente o deputado João Leão", disse.

Prefeito de Lauro de Freitas entre 1989 e 1992, Leão está no quinto mandato na Câmara Federal. Exerceu a chefia da Casa Civil da prefeitura de Salvador, entre março de 2011 e março de 2012, durante a gestão do ex-prefeito João Henrique.

Ontem pela manhã, Wagner tomou café com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), para explicar ao pedetista por que ele não seria o vice do candidato ao governo, o chefe da Casa Civil, Rui Costa.

Wagner reforçou os critérios que o levaram a optar pelo PP, entre eles o número de prefeitos e deputados federais, além do tempo de televisão.

Critério e ligação a Lupi

"São os critérios clássicos, acolhidos por todos como objetivos", defendeu. Após conversar com Nilo, restava apenas comunicar a decisão a Carlos Lupi e Félix Mendonça Jr., respectivamente presidente nacional e presidente estadual do PDT.

A tarefa de informar o fechamento da chapa - que tem ainda o vice-governador Otto Alencar (PSD) como candidato ao Senado - a Félix foi designada ao secretário de Relações Institucionais, Cícero Monteiro. Wagner informou que telefonaria pessoalmente para Lupi.

"Me comprometi a apresentar critérios. A liturgia na política é muito importante, o gesto de falar antes", defendeu, ao explicar o motivo de não ter feito o anúncio oficial de Leão. Candidato à reeleição, o deputado Marcelo Nilo não deixou, por sua vez, de alfinetar o governador.

"Quando ele tornar pública a indicação do vice, eu vou apresentar minha posição política. Não quero que o governador tome conhecimento pela imprensa", declarou o presidente da AL-BA.

Rui e Leão

Wagner minimizou ainda o uso que poderá ser feito pela oposição de declarações de Leão sobre Rui. Em entrevista ao A TARDE em junho do ano passado, o pepista afirmou que o secretário da Casa Civil de Wagner não agregava.

Na época, o parlamentar defendia a indicação do senador Walter Pinheiro (PT) para disputar o governo.

"Política é assim mesmo. As opiniões vão evoluindo. Quando eu apostava em Rui, muita gente achava isso. Pelo que ele tem conseguido aglutinar, está claro que era uma impressão errada", afirmou Wagner.

O primeiro teste de palanque para a dupla deverá acontecer em Barreiras, em plenária do programa de governo participativo do PT.

Inicialmente agendado para o próximo domingo, o evento foi adiado para data ainda não definida. Além de ser do PP, outro ponto favorável a Leão seria sua influência política na região oeste do estado.

Após chamar Souto de governador, Neto menciona 'ato falho'


Após chamar Souto de governador, Neto menciona 'ato falho'


  • Neto: 'A decisão, se Deus quiser, sai semana que vem'
O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), se desculpou neste sábado, 29, com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) por ter "anunciado" o democrata Paulo Souto como governador da Bahia, em evento na noite de sexta-feira, 28.
Ao discursar durante a posse da nova diretoria da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi), o gestor citou a presença do secretário estadual de Indústria, James Correia, como representante do "governador Paulo Souto", em vez de Jaques Wagner.
A fala gerou uma reação entusiasmada dos presentes, que aplaudiram o "tropeço" do prefeito, que precisou se desculpar com a plateia do auditório da Associação Comercial da Bahia.

Saiba mais

"Rapaz, cometi um ato falho ontem (sexta-feira)", disse Neto para Geddel, ao chegarem juntos, na manhã deste sábado, para a inauguração de uma praça na Rua Lourival Costa, em Águas Claras. "Eu vi. O secretário é que não deve ter gostado", respondeu Geddel, aos risos.
O peemedebista disputa com o ex-governador o posto de candidato único das oposições ao governo. O prefeito negou que sua deslizada signifique a definição de Souto como candidato.
"A decisão, se Deus quiser, sai semana que vem. Espero que saia até sexta", reafirmou. De acordo com o democrata, o "erro" aconteceu em função do acúmulo de assuntos na cabeça.  "Esse assunto está me consumindo tanto que até esses erros eu estou cometendo", brincou. Neto acrescentou que "várias reuniões" devem ocorrer até o fechamento da chapa.
Escondendo o jogo
Geddel, por sua vez, minimizou o "ato falho" do gestor municipal. "Acho que é natural. Se eu estivesse lá, ele diria 'o ministro Geddel Vieira Lima'. Paulo é meu amigo querido; merece todas as homenagens", declarou.
Ao ser questionado sobre a movimentação para convencer o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) a disputar uma cadeira no Senado, Geddel desviou. "Você viu como ficou boa a pavimentação dessa praça?", brincou. Em seguida, quando perguntado se negava as conversas com o tucano sobre o tema, emendou, mais sério: "Não estou negando nem confirmando. Hoje não é dia de tratar disso".
Imbassahy chegou neste sábado à capital baiana, mas o peemedebista não quis revelar se tinha um encontro agendado com o tucano no final de semana. O preeenchimento da vaga de candidato ao Senado, atualmente sem nenhum postulante, seria um "fato novo" buscado por Geddel. Com a "ajuda" dada a Neto para formar a chapa, Geddel poderia garantir sua indicação como cabeça da chapa. No entanto, fontes ligadas a Imbassahy asseguram que o deputado, apesar do assédio, planeja disputar  a reeleição.

domingo, 30 de março de 2014

A BELA ILHEUS


PASSEIO A ILHÉUS - 30 DE MARÇO DE 2014



A família e os amigos sempre nos revigoram.















De volta a Camamu para prosseguir na luta. Desistir, nunca!

sábado, 29 de março de 2014

obras de arte

29/03/2014
 às 14:00 \ Tema Livre

FOTOS DE TORCER O PESCOÇO: tetos que são esplêndidas obras de arte

Ultra-moderno teto centenário, na Sagrada Família, obra de Gaudí, em Barcelona, Espanha
O teto da Basílica da Sagrada Família, obra de Gaudí em Barcelona, Espanha, iniciada há 132 anos, ainda é ultramoderno
A Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, teve sua construção iniciada em 1882, ainda não terminou e é considerada a principal obra do grande arquiteto catalão Antoni Gaudí. Seu teto, projetado há mais de um século, é moderníssimo.
Túmulo do poeta persa Hafez, do século XIV, em Shiraz, Iran
Túmulo do poeta persa Hafez, do século XIV, em Shiraz, Irã
Poeta lírico e místico persa, nascido entre 1310 e 1337, o iraniano Hafez ainda hoje tem seus versos decorados e usados como ditados e provérbios. Seu túmulo em Shiraz é uma obra importante da arquitetura iraniana e muito visitado.
Caleidoscópico no santuário de Shah Cheragh, em Shiraz, Iran
Caleidoscópico no santuário de Shah Cheragh, também em Shiraz, Irã
O magnífico Mausoléu Shah Cheraq, ou palácio do Reino da Luz, é um monumento intimamente ligado à causa xiita — foi ali que morreu, em 835, Sayyed Mir Ahmad, irmão do oitavo Imã após Maomé, o Imã Reza. Sua belíssima cúpula de azulejos azuis, ladeada por minaretes dourados é apenas o “aperitivo” — no interior, pequenos espelhos reflretem as preces muçulmanas.
Romântico assim, só podia ser no Taj Mahal, na Índia
Romântico assim, só podia ser no Taj Mahal, na Índia
O Taj Mahal é um dos mausoléus mais conhecidos do mundo. Construído em Agra, na Índia, entre 1632 e 1653, é declarado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Faz parte de uma história de amor real entre nobres: o imperador Shah Jahan mandou construir essa beleza em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal (“A jóia do palácio”). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.
Teto colorido do Palácio de Verão, em Pequim, na China
Teto colorido do Palácio de Verão, em Pequim, na China
O Palácio de Verão, em Pequim, na China, é um impressionante complexo de lagos, palácios, jardins e pontes. Foi construído para a família imperial no século XVIII, como um refúgio contra o forte calor do verão na Cidade Proibida, enorme área reservada ao imperador e família na cidade.
Templo do Céu, o símbolo de Pequim, na China
Templo do Céu, em Pequim, China
Igreja de São Francisco, em Chiloé, no Chile, totalmente em madeira,faz parte do Património Mundial da UNESCO
O da Igreja de São Francisco, em Chiloé, no Chile, totalmente em madeira, faz parte do Património Mundial da Unesco

Uma mandala representando o universo no teto de um templo no Nepal
Uma mandala representando o universo no teto de um templo no Nepal
Dragão colorindo no alto do Templo Lungshan em Lukang, em Taiwan
Dragão colorido no alto do Templo Lungshan em Lukang, Taiwan
Teto do Museu Guggenheim, em Nova York
Teto do Museu Guggenheim, em Nova York
Teto da fábrica de cerveja Guinness, em Dublim, na Irlanda
Teto da fábrica de cerveja Guinness, em Dublin, Irlanda
Teto da Capela Sistina
Teto da Capela Sistina, no Vaticano, obra de Michelangelo
Decoração neo-bizantina e arabescos, no alto da Basílica de Notre-Dame de la Garde, em Marselha, França
Decoração neo-bizantina e arabescos, no alto da Basílica de Notre-Dame de la Garde, em Marselha, França
Igreja do Temple em Londres, construída no século XII pelos Cavaleiros Templários
Igreja do Temple em Londres, construída no século XII pelos Cavaleiros Templários
28/03/2014
 às 19:00 \ Tema Livre

ÓTIMO VÍDEO: Dados emitidos por aparelhos de GPS de táxis londrinos Londres geram uma bonita dança de luzes

Táxis em ação em Londres, segundo seus aparelhos de GPS (Imagem: reprodução)
Táxis em ação em Londres, segundo seus aparelhos de GPS (Imagem: reprodução)
Até março de 2011 existiam exatos 22.600 táxis em Londres, de acordo com a autoridade de transporte do Reino Unido, em seu último levantamento publicado sobre o assunto.
E, considerando que anualmente o número quase sempre cresce – ainda segundo o mesmo informe -, é de se supor que hoje em dia circulem na metrópole 24 ou 25 mil dos mundialmente famosos táxis negros, também conhecidos como Hackney Carriages, que podem existir em modelos clássicos ou modernos.
O movimento frequente e frenético desta frota voluptuosa chamou a atenção da produtora de vídeo 422, de Bristol, Inglaterra.
Como parte de uma série que realizou com o intuito de mostrar grandes cidades – e até países – de cima, a partir de dados de satélite animados, a agência traçou um mapa em movimento dos deslocamentos de táxis londrinos.
Juntas e em ação, as milhares de idas e vindas em todas as direções da grande cidade formam, no vídeo Britain From Above – London Taxis(“Grã-Bretanha desde Cima – Táxis de Londres”) uma dança de luzes imprevisível, constantemente mutante e muito bonita.
Não se assustem com o anúncio em inglês dizendo que não dá para ver o vídeo. É só clicar na janelinha “Watch on Vimeo” que ele vai aparecer. Maravilhem-se:

28/03/2014
 às 18:00 \ Vasto Mundo

Acreditem: as duas candidatas que disputam a prefeitura de Paris neste domingo querem cortes drásticos de gastos públicos — começando por seus próprios salários

 Socialist favourite Anne Hidalgo (left) and Nathalie Kosciusko-Morizet, the Right winger Photo: AFP/Getty Images
A candidata socialista Anne Hidalgo e Nathalie Kosciusko-Morizet, do partido de Sarkozy: as duas querem cortar mordomias dos políticos (Foto: AFP/Getty Images)
Em quase tudo divergem as duas candidatas que disputarão o segundo turno das eleições para prefeita de Paris, neste domingo, 30.
Anne Hidalgo, 55 anos, nasceu em Cádiz, na Espanha, e emigrou junto aos pais de origem modesta para a França aos 2 anos de idade, formou-se em ciências sociais, começou sua vida profissional como inspetora do trabalho concursada e é socialista. É a atual vice-prefeita de Paris.
Nathalie Kosciusko-Morizet, 41 anos, conhecida pela sigla NKM, nasceu em Paris de família abonada, repleta de antepassados senadores, prefeitos e magistrados, é formada em Engenharia na renomada Escola Politécnica e é conservadora, integrante do partido União por um Movimento Popular (UMP), do ex-presidente Nicolas Sarkozy, de quem foi ministra do Meio Ambiente.
Suas plataformas exprimem, em grande parte, essas diferenças de origem e formação.
Em uma coisa ambas coincidem: querem cortar gastos na manutenção da máquina pública, para investir mais na cidade, e nos cortes incluem os salários do(a) prefeito(a) e dos vereadores, além da diminuição drástica de seus benefícios.
Bem parecido com o que ocorre em um certo país da América do Sul que conhecemos muito bem, não?