sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

FALTA DE RECONHECIMENTO

16/12/2014
às 20:15 \ Política & Cia

“E aí, doutor, meu filho quer fazer Medicina. Ainda vale a pena ser médico no Brasil?”


"Desde o momento que optamos por fazer o curso de medicina, trazemos para a nossa vida, uma série de obstáculos a serem transpostos"
“Desde o momento que optamos por fazer o curso de medicina, trazemos para a nossa vida, uma série de obstáculos a serem transpostos”
Post publicado originalmente a 18 de outubro de 2013
Por Roberto Corrêa Ribeiro de Oliveira, médico anestesiologista e professor universitário que trabalha no SAMU em Araguaina (TO)
E AÍ, DOUTOR, MEU FILHO QUER FAZER MEDICINA. AINDA VALE A PENA SER MÉDICO NO BRASIL?
campeões de audiência 02Como médico e professor universitário, que também trabalha no SUS, tenho tido a oportunidade de observar uma mudança radical na forma como a sociedade vê os médicos brasileiros.
Estamos presenciando um fenômeno social muito preocupante, que tem afetado de forma devastadora o ânimo e a autoestima dos estudantes de medicina e até mesmo de alguns colegas mais maduros e experientes.
Muitos alunos estão descrentes com a carreira e preocupados com o seu futuro profissional, alguns pensando até em desistir da profissão, antes mesmo de iniciar a sua prática profissional.
Esse sentimento é justificado pelas constantes campanhas publicitárias, veiculadas por alguns meios de comunicação de massa, que vêm investindo pesado contra a classe médica, jogando toda a culpa pela péssima qualidade dos serviços públicos nacionais de saúde em nossas costas.
O objetivo deste tipo de política difamatória foge do objetivo dessa análise. Para os mais esclarecidos, já está mais do que claro que é uma estratégia utilizada para o atual governo tentar vencer as próximas eleições .
Gostaria também de relembrar aos estudantes de medicina e aos jovens médicos de nosso imenso país que nossa luta não é e nem nunca será fácil, e que todo médico já deveria estar acostumado com os sacrifícios que acompanham a escolha de nossa profissão.
Post-do-Leitor1Desde o momento em que optamos por fazer o curso de medicina trazemos para a nossa vida uma série de obstáculos a serem transpostos.
O vestibular é muito concorrido, o nível dos candidatos é elevado, nossa profissão nos obriga a tratar os mais variados tipos de mazelas e doenças , que muitas vezes acabam por também machucar as almas de quem as trata.
Além disso, em alguns momentos de nossas vidas profissional, ainda seremos obrigados a levar a triste notícia do falecimento para alguns pais, mães, irmãos, filhos e amigos desesperados.
Isso dói muito.
Em um passado não muito distante, éramos respeitados pela comunidade brasileira , que de uma certa forma, sentia-se agradecida pelo nossos serviços e além disso, ainda não nos responsabilizava pelo total abandono da saúde pública brasileira.
Não vou negar que esse respeito e gratidão acabaram me fazendo escolher esta bonita e importante profissão.
Toda família sentia um enorme orgulho ao ver o seu filho vestido de branco preparando-se para ir para a faculdade de medicina.
Porém, os tempos são outros, enfrentamos atualmente um novo cenário, mais desfavorável e injusto.
Quando algum pai de estudante de cursinho ou mesmo um aluno me perguntam o que penso sobre o futuro de nossa classe, sou obrigado a confessar que, apesar de todas as dificuldades, não escolheria outra profissão.
Ser médico realmente não é fácil, é uma grande responsabilidade. Principalmente agora, com toda a campanha difamatória do atual governo.
Porém, não devemos nos acomodar e aceitar passivamente tal situação, devemos lutar com força, fé e determinação para mudar o mais rápido possível essa triste realidade .
Acredito que somos uma categoria especial de profissionais, não porque somos SUPER-HERÓIS, mas porque, apesar de feitos de carne e ossos, de termos sentimentos, sentirmos dores, ficarmos doentes, termos medo, tristeza, cansaço, problemas financeiros e familiares, somos obrigados a esquecer de tudo quando vamos à luta, entregando-nos de “corpo e alma” para podermos tratar de nossos pacientes.
Por fim, concluiria dizendo a todos os jovens que desejam cursar medicina, aos próprios estudantes de medicina e aos jovens médicos em geral que, apesar de tentarem nos humilhar, nos desvalorizar, nos desonrar perante a nossa população, ninguém tirará de nós aquele sentimento nobre, único e gratificante de termos salvo uma vida, de termos amenizado a dor de uma enfermidade, de termos visto a alegria de um pai e de uma mãe no momento do nascimento de seu tão esperado filho.
ISSO NOS FAZ REALMENTE ESPECIAIS.
Por isso, continuo afirmando, que apesar de tudo o que acabei de relatar e de todas as dificuldades que estamos enfrentando, vale sim, muito a pena ser médico.
FELIZ DIA DOS MÉDICOS, HOJE, DIA 18, A TODOS OS PROFISSIONAIS DO BRASIL E DO MUNDO.


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

ARTE III

 

Assombros de papel

Nascido em Los Angeles numa família de imigrantes japoneses o artista americano Jeff Nishinaka, 52 anos, funde o talento ancestral e a paixão pelo origami em assombrosas esculturas de papel. Nishinaka usa uma faca especialmente afiada para fazer os recortes e desenha uma a uma todas as peças. Em seguida, como mostra o vídeo, começa a juntá-las num minucioso processo criativo que pode durar até quatro meses. Confira.

Centro de Los Angeles
Centro de Los Angeles

Mao
Mao
Ponte
Ponte
Semana Neisei
Semana Neisei
Psicologia Hoje
Psicologia Hoje
Fogos de artifício sobre Paris
Fogos de artifício sobre Paris
Dragão Chinês
Dragão Chinês
Campus do Hospital da Universidade de Colorado
Campus do Hospital da Universidade de Colorado
Ponte do Brooklyn
Ponte do Brooklyn
Arranha-céus
Arranha-céus
Jackie Chan Jovem Mestre
Jackie Chan Jovem Mestre
Preserve
Preserve
Rei Leão
Rei Leão
Marcos do Mundo
Marcos do Mundo
Escritor
Escritor
Pianista
Pianista
Ginásio
Ginásio
Europa
Europa


Feira Livre Augusto Nunes na Veja
14/12/2014

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

ALVARO CAMAMU: VIOLENCIA X POLÍTICA

ALVARO CAMAMU: VIOLENCIA X POLÍTICA

VIOLENCIA X POLÍTICA

RAIZES DA CRIMINALIDADE I
por Alvaro

É claro que por natureza, institivamente o ser humano é insatisfeito e agressivo. Educa-se o homem para domar seus instintos. Daí a importância da escola e da igreja. Daí a importância de um ordenamento jurídico que se iconiza no Estado. O Estado é que congrega o arcabouço jurídico que barra os excessos, distribui as riquezas e detém o direito e o poder para impor a ordem, inclusive pela força das armas - ação militar. É por isso que o Estado só é justo se existir a serviço da nação e nunca a serviço de facções.

Na democracia está previsto a liberdade de pensamento, mas não a liberdade de ação fora da lei como fazem o MST e o PCC. É proibido atentar e tirar a vida. É proibido invadir e confiscar o patrimônio particular. É proibido tentar derrubar o Estado de Direito e desrespeitar as instituições que alicerçam a vida em sociedade, harmônica e equilibradamente. O Estado tem o direito de cobrar impostos, de implementar programas sociais e de julgar os excessos praticados pelos cidadãos. Este mesmo Estado se obriga a dar saúde, educação e segurança a todos os cidadãos.

Nas grandes sociedades democráticas o respeito as leis é sagrado. Assim como é sagrado facultar ao cidadão o direito de opinião e o direito a propriedade. Mas, quem constrói o Estado e seu arcabouço jurídico é a nação. E, a célula da nação é o indivíduo, o cidadão. O Estado, portanto é a projeção da força e da vontade da nação que se faz valer pela opinião da maioria que canaliza suas proposições através do arcabouço jurídico eu rege as instituições. Mas, a maioria não pode esmagar a minoria. A maioria ganha eleição e impõe assim,  seu projeto político. À oposição, no entanto, é reservado o direito de fiscalizar e de discutir e se opor à situação. De votar contra os projetos que ao seu ver sejam danosos à nação.

Numa disputa eleitoral os vencedores não reinam absolutos. A não ser que não exista liberdade para que a oposição aos vencedores se organize e tenha voz. Que se organize em associações das quais os Partidos Políticos são, em essência, os mais apropriados porta-vozes das opiniões segmentadas. Por isso, na democracia moderna, há a representação através de parlamentares que detêm mandatos para serem os delegados dos eleitores. Mesmo por que é inviável no mundo atual a democracia direta como existia na Grécia.

Voltando à insatisfação e a agressividade humana podemos intuir que a participação politica é inversamente proporcional à tendência de se fazer justiça pelas próprias mãos. Quanto menos política mais guerra. Principalmente quando quadrilhas planejam e executam ações de guerrilha. Vivemos, hoje, no Brasil, inseridos, a contragosto, no cenário de uma guerra civil. Mata-se por qualquer motivo. Mata-se qualquer pessoa, dentro ou fora de casa, no trabalho ou na praia, nas academias de ginástica ou nos estádios de futebol. Armas de qualquer calibre entram no país pelas nossas fronteiras não guarnecidas encomendadas pelo crime organizado que se articulo com outras organizações criminosas em outros países. Ônibus são queimados nas ruas à luz do dia. Assaltos e sequestros são praticados a toda hora. A corrupção se generaliza e se banaliza inclusive por agentes do Estado - do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.  Nada mais pedagógico de que a  falta de política é muito deletéria é a ação bolivariana do PT que planejou no Foro de São Paulo um socialismo ao modo Gremsciano e Fabiano. O PT que levou tão a sério seu projeto de poder que está se implodindo em "mensalões" e "petrolões" pela ganancia que que foi ao pode e por acreditar na impunidade resguarda na opinião popular comprada por programas sociais partidários ofertados como esmolas e não como ação do estado para os menos validos.

A situação é mais grave quando se verifica que a matança tem a intensão de afrontar o Estado. Pois, quando policiais são mortos por bandidos do crime organizado como retaliação se está matando um agente do estado. Quando um Juiz é assassinado por que atua numa sentença em nome do Estado se está declarando guerra ao Estado de Direito. Nos morros onde o trafico de droga se organizou e onde vive entrincheirado há, na verdade, um estado paralelo. E, se forças organizadas afrontam o Estado, estamos diante de uma guerra declarada. Para tanto, o uso, desde que convocado institucionalmente, das Forças Armadas para combater o crime organizado é uma necessidade pois, estamos vivendo um clima de guerra onde não há segurança para a liberdade de expressão e de trânsito - o dreito de ir e vir - tão prometida na Constituição da República.

Uma das origens da criminalidade no país é a fraca participação política dos cidadãos. O povo tem medo de contestar absurdos. De emitir opinião. De indignar-se. De protestar. De votar livremente. Escolhe-se os candidatos eleitos da pior forma possível - vendendo o voto - ou votando em pessoas por favorecimento próprio e por necessidades individuais imediatas. E, não é o povo humilde que padece de politização, é a classe média a maior responsável pela cidadania anêmica e em consequência, indiretamente responsável pela criminalidade, enquanto se posta como usuários de cocaína nos grandes condomínios e nos clubes de novos-ricos travestidos de instituições, por simples ato recreativo. Os profissionais liberais são aqueles que mais se omitem como formadores de opinião, que não participam livre e ativamente das campanhas e das eleições para cargos políticos e que se dobram aos coronéis, estes, mais comuns no Brasil de hoje do que há cem anos atrás. E se dobram por que são cooptados para através de favorecimento venderem suas próprias almas, O cidadão quando ganha mais que o suficiente para matar sua fome, se embriaga com a família, covardemente alheio à sua obrigação social de influir politicamente, ao invés de estar prestando um serviço à nação carente de líderes está reforçando as gangues que detendo o poder assalta os cofres públicos. São os covardes travestidos de pacificadores. Os omissos fantasiados de um politicamente correto é quem envergonha até os ratos dos esgotos humanos. São estes que permitem estelionatos eleitorais como ocorreu na última eleição. Serão os mesmos, os primeiros a se esconderem debaixo de suas camas quando o pior acontecer. Covardes!

sábado, 13 de dezembro de 2014

Verdade?

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,antes-que-o-mal-cresca-imp-,1605252O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,antes-que-o-mal-cresca-imp-,1605252O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,antes-que-o-mal-cresca-imp-,1605252
11/12/2014
 às 17:28 \ Opinião

Dora Kramer: ‘Antes que o mal cresça’

Publicado no Estadão desta quinta-feira
Quanto mais se conhecem os fatos, menos chance há de repeti-los. E para aqueles – de todos os matizes ideológicos – que de alguma maneira flertam com o autoritarismo, o trabalho da Comissão Nacional da Verdade é uma fonte imprescindível de conhecimento.
Penso nisso quando vejo uma gente enfurecida sair às ruas ou frequentar as redes de internet pedindo a volta dos militares ao poder, acreditando piamente que é por aí, pelo comando da mão forte e do braço firme, da interdição do debate político, que se enquadra o Brasil aos bons costumes.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

NA BAHIA

12/12/2014
 às 15:07

É BOM PARAR ANTES DE COMEÇAR, DILMA! Denúncias atingem Jaques Wagner, candidato a ser um dos homens fortes de Dilma no futuro governo

O governador da Bahia, Jaques Wagner, candidato a ser um dos homens fortes do segundo governo Dilma, pode ser engolfado pelo caso Petrobras. Não custa lembrar que ele é originário do sindicalismo petroleiro. Reproduzo trecho de texto da Folha sobre as denúncias feitas por Venina Velosa da Fonseca (leia posts anteriores).
*
A ex-gerente também alertou a atual presidente da estatal, Graça Foster, e o atual diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza — que substituiu o delator Paulo Roberto Costa —, de acordo com mensagens internas da Petrobras a que o “Valor” teve acesso. Venina prestará depoimento ao MPF (Ministério Público Federal) em Curitiba, no âmbito na Operação Lava Jato, na próxima semana.
A Petrobras divulgou nota nesta sexta-feira em que afirma que todas as informações enviadas pela funcionária foram apuradas. A empresa não confirma se Foster e Cosenza receberam os e-mails publicados pelo jornal. Os alertas são referentes a desvios em três áreas da empresa.
Relembrando
Conforme a Folha publicou na ocasião, Venina denunciou naquele ano [em 2009] que o então gerente de Comunicação da área de Abastecimento, Geovane de Morais, havia autorizado irregularmente gastos milionários sem qualquer comprovação da efetiva prestação de serviços, com fortes indícios de desvio de recursos. Baiano de Paramirim, Morais é ligado ao grupo político petista oriundo do movimento sindical de químicos e petroleiros do Estado, do qual fazem parte Wagner e Rosemberg Pinto, então assessor especial do presidente de Sérgio Gabrielli, que também é da Bahia.
Após as denúncias divulgadas pela Folha, uma auditoria interna realizada na Petrobras constatou as suspeitas de fraudes e desvio de recursos nos pagamentos autorizados por Morais. Duas produtoras de vídeo que trabalharam nas campanhas do ex-governador Jaques Wagner e de duas prefeitas do PT receberam R$ 4 milhões da Petrobras em 2008, sem licitação, em projetos autorizados por Morais.
Como gerente de Comunicação da área de Abastecimento, Morais era subordinado ao ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, delator e pivô do atual escândalo de corrupção na Petrobras.
(…)
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

ESTRUME NA DEMOCRACIA
por alvaro

Eu lembro bem como foi,  o boato rolava na cidade toda. Você queria reformar sua casa, aumentar aquele puxadinho, pagar o carnê atrasado, dar uma guaribada na patroa ou fazer aquela viagem de férias. Sua grana estava curta. A poupança não existia. Raspou o taxo e, quase nada. Por isso você estava colado naquele comprador de votos, gritando o nome dele, brigando por ele e virando as costas para os que sempre estiveram ao seu lado. Eu sei que você é fraco.

Mesmo por que, em período de campanha eleitoral, sempre tem candidado comprando tudo. Só que você, não tendo tantos objetos de valor comercial para vender, tem seu voto, o da patrôa e os votos dos rebentos. Seu voto que você não usa para o devido fim. Então, como voto no Brasil é mercadoria comprada, por que não vendê-lo a quem oferece aquela graninha que vai lhe tirar do sufoco? Como suas necessidades passadas já foram supridas por aqueles que não lhe cobram retorno e você vive o "hoje-e-agora"...por que não vender barato seu voto? Logo agora que seu cofre está vazio como nunca esteve, tem gente querendo comprar uma mercadoria que você não sabe usar. Nada melhor que ir ao mercado das facilidades eleitorais, rifar seu nome e sua honra em nome de suas necessidades urgentes. Por que não vender junto com o voto sua alma penada pois, voto e independência são comercializados juntos? Quem vende o voto vende a alma, ou não é?

Os candidatos mercadores sabem que pouca gente resiste a promessas mirabolantes e grana em espécie. Só não sabem que do patrimônio do candidato comprador de votos, nada vai ser tirado. O dinheiro fácil vem de falcatruas, de desvios de verbas públicas, de mensalões e petrolões, de obras mal-acabadas ou não realizadas. Sabem alguns candidatos e recebem de bom gosto os eleitores que vendem votos que, quando mais zuada o candidato fizer, melhor. Que, quanto mais gastança, melhor. Que, quanto mais ostentação, melhor. Político esperto sabe que cabo eleitoral é o que não falta em períodos de campanha. Vereadores - (alguns), os "quase-vereadores", líderes comunitários de araque, chefes, chefinhos, chefetese chefões... todos aos balcões de negócios sujos.

Agora que você já vendeu barato, irresponsavelmente,  o que mais vale na democracia, você não vê mais aquele candidato sorridente, que entravam em sua casa e ia até a cozinha destampar sua panela quase vazia. Que estava em qualquer vitrine. Que discursava até em aniversário de boneca. Que pisava na lama. Que mandava cartões parabenizando você pelo aniversário que ainda viria, no futuro. Que deu emprego sazonal a sua filha. Que tanto elogiou sua esposa - cansada e mal-tratada. Abraçando-lhe fortemente, ele lhe seduzia, até você ficar sem fôlego. Cheirando seu suor ele se dizia povo. Você não encontra mais aquele candidato que nos finais de semana financiava sua farrinha com os amigos. Que prometia batizar seu filho que já era batizado. Que lhe conduzia para marcar - só marcar -  a cirurgia que você tem dificuldade de fazer pelo SUS fora das campanhas.

É isto aí. Virão os próximos pleitos e você vai cair, de novo, no conto do vigário. Afinal, você espera a hora certa para tomar algum trocado daquele cara que não vai exercer um mandato para o crescimento da comunidade e que  é sua presa fácil. Ele quer se eleger. Você tem o voto que não sabe usar para sua própria edificação moral e para benefícios comunitários. Você é fraco de espírito. Gosta de vantagens imediatas. Não aguenta ver grana fácil. Então, você não resiste.

Depois você descobre que, aquela promessa de calçar sua rua, de iluminar a esquina que a moçada no escuro usa para fumar um baseado, ainda está sem iluminação. Lembra que a saúde é de má qualidade - sua cirurgia só foi marcada e nunca será realizada. Lembra que a educação é de péssima qualidade e que segurança pública não existe - você tem medo de ir a rua, de transitar livremente. Você, então, descobre que elegeu um "camaleão"dentuço e mentiroso ou uma "anta-laranja" analfabeta ineficaz, que não sabe ler um relatório nem diferenciar uma fatura de uma nota fiscal. Que não sabe falar em público - é um zero à esquerda. Você descobre que financiou a eleição de um corrupto que com seu próprio dinheiro pago em impostos, comprou seu voto. Que do bolso dele nada tirou.

Eu sei que você não foi enganado. Você foi comprado. Por isso você não tem direito de reclamar. Você é um estrume na democracia. Vende o voto e fica sem voz. É difícil curar as doenças do caráter, por isso você não tem grandes perspectivas de cura. Na Suécia e na Dinamarca não deve ser assim o valor do voto, como no Brasil. Lá, o nível de qualidade dos serviços públicos é bem maior que aqui. Lá, o valor do voto é muitíssimo maior e do salário, também.  A consciência cívica é enormemente maior. Mas, em contraposição, a miséria é menor.Você - nós - é brasileiro e, não desiste nunca: de ser o otário que vende o voto e vive se humilhando para conseguir emprego que lhe custa a liberdade ou para fazer a feirinha no sábado ou até mesmo para marcar uma consulta no SUS que você é o patrocinador.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

AS LIÇÕES NO FACE

CUIDADO!
O Face pode ensinar se você não descuidar.

Quando aparece alguém com um belo conselho e atropela a gramática a cada três palavras escritas, é por que não sabe o que diz, escreve apenas para mostrar suas fragilidades em público.

Quando aparece alguém que quer dar lição de moral sobre seu peso corporal vá na cozinha do conselheiro que você irá encontrar um prato cheio para a vigilância Sanitária atuar - fechando a cozinha.

Quando alguém se esconde atrás da idade, do gênero ou da raça para tirar vantagens indevidas, não aceite de pronto, reaja pois, você pode estar sendo vítima de um engodo.

Nossa cultura tem princípios macunaímicos - demonstrando a fraqueza caráter o primitivismo da alma - travestida de veludo e tingida de branco com a sujeira encardida no tecido humano.

Não podemos aceitar: nem os embusteiros, nem os cínicos nem os fracos de espírito que visam o que você pode oferecer de vantagens para que eles sobrevivam com suas mutretas preparadas para quem age de boa-fé.

Ninguém pode oferecer serviços ao público sem cumprir as normas da Vigilância Sanitária, sem oferecer segurança e proteção. Cuidado com a propaganda enganosa.

Não há artista famoso que aceite sua imagem usada em nome do embuste. Onde está a autorização? Quanto foi pago? Dessa forma, o acento de "jacson qualquer" pode cair e as crianças que porventura se arriscarem no parquinho dos horrores, podem morrer de tétano, se o arranhão ocorrer durante o uso da escorregadeira ou da balança enferrujada, que não tem manutenção adequadas e que precisam ser substituídas.

Tô fora.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A LEI VALE PARA TODOS

Aos amigos tudo, aos inimigos a lei.



Basta a lei para confrontar algumas pessoas com a realidade. Isto. O limite é a lei que pouca gente cumpre. Inseridos na cultura da trapaçaria muitos velhotes de boa aparência segue a vida na maciota como se fosse gente boa. E pensam que são dons do mundo e que podem fazer qualquer um de bobo. Mas não pode. E nem todas as pessoas são bobas. As vezes permitem que pensem que são bobos. Mas não são.

Para os desonestos os códigos: código civil. código penal, código do consumidor - que exige segurança, salubridade, preço justo, licença para fornecimento de água depois de testada sua salubridade. Para os ladrões, cadeia.

Os fornecedores de serviços são  obrigados a cumprir a lei:
1. Não podem descuidar de suas instalações se elas oferecem perigo
2  Não pode servir alimentos mal acondicionados
3 Não podem "fabricar" sua própria água sem laudo técnico de salubridade
4 Não podem descuidar da segurança
5 Não podem servir peixe morto nas refeições

domingo, 7 de dezembro de 2014

DIFÍCIL EXPLICAR

05/12/2014
 às 19:00 \ Tema Livre

FOTOS IMPRESSIONANTES: Os enigmáticos, misteriosos e ainda não explicados desenhos gigantes feitos em plantações

6_west_kennett_longbarrow_9_june_2008
Espiral perfeita em West Kenneth Long Barrow, 9 de junho de 2008: quem está por trás? (Fotos: APS Aerial Photography e WCCSG)
Post publicado originalmente a 14 de fevereiro de 2013
Campeões-de-audiênciaOs defensores da teoria sobre a existência de vida inteligente em outros planetas garantem que são obras de alienígenas; alguns cientistas apostam em uma complexa ação do vento e do solo; outros juram que não passam de pegadinhas armadas por agricultores mais habilidosos esteticamente.
Na verdade, não importa. Os célebres crop circles, ou “círculos de colheita”, continuam aparecendo aos montes pelos campos do mundo afora, sem que alguém explique de uma vez por todas como são produzidos.
Em busca de respostas para este incrível mistério, pesquisadores do fenômeno baseados em Wiltshire, condado no sudoeste da Inglaterra mundialmente conhecido como o epicentro global dessas enigmáticas manifestações, além de território do mítico monumento pré-histórico Stonehenge, criaram em 1995 o Wiltshire Crop Circle Study Group (WCCSG).
6 mil crop circles desde os anos 1980
Whitefield-Hill_3ago10 trigo
Whitefield-Hil, 30 de agosto de 2010: arte no trigo
Como o próprio nome indica, trata-se de um grupo de estudos, que se apoia em três pontos de vista sobre o assunto – “físico, metafísico e espiritual” -  para tentar entendê-lo melhor.
O WCCSG, que organiza eventos e edita o jornal bimensal The Spiral (“A Espiral”) dá como certo que os crop circles existem, estão distribuídos por todo o planeta (mais de 6 mil desde a década de 1980), são inspirados em geometria complexa, simbologia antiga e matemática avançada e podem ser codificados, entre outros preceitos.
O interessante site do WCCSG traz uma enxurrada de imagens dos círculos, captadas pela empresa britânica APS Aerial Photography e informações mais aprofundadas sobre o tema. Selecionei uma dezena realizada entre 2008 e 2012 apenas em lugares do condado de Wiltshire. Confiram:
Wilton Windmill 1 jun11 trigo 150ft
Uma serpente de mais de 45 metros em Wilton Windmill: senso de humor extraterreno?
Water Eaton Copse nr Hannington12mai12
Campo próximo a Hannington, a 12 de maio de 2012
Beckhampton 3jul10
“Pássaro” em Beckhampton, 3 de julho de 2010
Chilcomb near Winchester Hampshire 200 ft across comum anos 1jul12
Cubo em Winchester Hampshire, 1 de julho de 2012: as formas dimensionais estão cada vez mais comuns nos “crop cricles”
Barley
Quatro desenhos como este, de 2 de julho de 2009, já apareceram no mesmo campo próximo a Stanton St. Bernard
Roundway-Hill_near Devizes 25jul10
Campo próximo a Devizes, 25 de julho de 2010
11_all_cannings_30_june_2008
Um diamante em All Cannings, 30 de junho de 2008
Honeystreet 26jun11 160ft diam
Honeystreet, 26 de junho de 2011: o círculo principal tem quase 50 metros de diâmetro

NADA PREENCHE

07/12/2014
 às 15:16 \ Opinião

J.R. Guzzo: ‘Sem alegria’

Publicado na edição impressa de VEJA
J.R GUZZO
A história vive nos ensinando como é difícil satisfazer certos ganhadores. Quanto mais ganham, mais reclamam; por questões de temperamento pessoal, ou pelo momento político, ou pelo tumulto que criam para si mesmos e para os outros, seus triunfos tendem a gerar discórdia, neurastenia, frustração e, no fim das contas, um pote até aqui de mágoa. Um caso clássico de infelicidade na glória é o do rei Felipe II da Espanha, geralmente visto como o monarca mais bem­-sucedido de todos os tempos. Felipe II governou um império que cobria os 24 fusos horários da Terra. A bandeira espanhola estava presente nos quatro continentes conhecidos em seu tempo; em toda a América, da Califórnia à Patagônia, incluindo o Brasil, ele reinava sozinho. Era o proprietário da maior parte de todo o ouro e prata existentes no mundo. Nem a Inquisição Católica da Espanha, a mais selvagem da época, tinha coragem de se meter com ele. Mas nada disso, pelo que se sabe, foi suficiente para deixá-lo satisfeito. “Queira Deus que eu possa ser tratado melhor no céu do que nesta vida”, queixou-se Sua Majestade pouco antes de morrer, em 1598, após 42 anos seguidos no trono.
Homem difícil de agradar, esse Felipe II – o que mais ele poderia querer? Sem dúvida, mas o cidadão comum ficaria surpreso se soubesse como são frequentes os casos de baixo-astral explícito que acompanham muitas das grandes vitórias na política. Justo agora, por exemplo, temos no Brasil uma situação desse tipo. Ninguém aqui está dizendo que Dilma Rousseff, recém-vitoriosa nas eleições, é uma Felipe II, porque ela com certeza não é uma Felipe II – a começar pelo fato de que não pode ficar, como o companheiro espanhol, mais de quarenta anos no governo, o que lhe daria o equivalente a dez mandatos seguidos na Presidência da República. Mas tudo indica que seu último triunfo está sendo um desapontamento. A presidente foi reeleita. Seu patrono, o ex-presidente Lula, conseguiu um novo milagre. Seu partido ganhou pela quarta vez seguida a eleição presidencial. Ainda assim, Dilma nunca pareceu tão infeliz quanto agora. Fez duas excelentes escolhas para o seu novo ministério, Joaquim Levy para a Fazenda e Kátia Abreu para a Agricultura – mas o PT ficou irado. Meteu-se numa miserável trapaça para falsificar no Congresso os números do orçamento, e por conta disso colocou fora da lei o governo que chefia. Suas tropas atiram em si próprias com a mesma violência com que atiravam até outro dia contra os adversários da campanha eleitoral. Fantasmas do passado se associam com fantasmas do futuro.
É verdade que com um petrolão inteiro pela proa não dá para ninguém ficar animado – Dilma e Lula, a esta altura, não podem mais construir uma linha de defesa que os absolva, e os fatos já demonstraram que os governos de uma e do outro entrarão para a memória pública como os mais corruptos de toda a história do Brasil. Mas parece haver algo mais inquietante nessa síndrome de depressão pós­eleitoral. Antes ainda do resultado final, gente graúda no governo e em seu sistema de apoio garantia que a presidente só poderá salvar o seu segundo mandato de um naufrágio se “se livrar” de pessoas e de posturas que se tornaram flores no seu jardim. Dilma, por esses teoremas, precisa “livrar­se” deste ou daquele ministro, dos arquiduques desta ou daquela estatal, e por aí se vai. Perfeitamente: poderia livrar-se, aliás, dos seus 39 ministros, e ninguém iria perceber nada. O problema, falando francamente, é que para que as coisas melhorassem de verdade Dilma teria de livrar-se principalmente de si mesma – e isso, como se diz, não vai rolar.
O que complica a situação para Dilma Rousseff, e principalmente para o país a ser governado por ela nos próximos quatro anos, é precisamente Dilma Rousseff. Essa conversa toda sobre seu estilo, sua inclinação à “gerência”, sua paixão por frases que não acabam e por pensamentos que não começam etc. fica indo de lá para cá, de cá para lá, e esconde o fato essencial – o de que a presidente do Brasil, diga-se com toda a educação possível, não tem capacidade para exercer esse cargo. Há pessoas que aprendem o suficiente para ter muitas ideias, mas não o necessário para fazê-las dar certo; é o caso da presidente. Pessoas assim acabam criando uma hostilidade sem limites a tudo o que não é medíocre, e com isso se condenam a não aprender nada que as ajude. Só mudam quando são forçadas. São obcecadas por truques montados para esconder suas derrotas e negar os erros. É uma fórmula segura para viver na insatisfação.

DE CORAÇÃO

Em VEJA desta semana

Uma força para o coração cansado     

Um novo medicamento para a insuficiência cardíaca promete revolucionar o tratamento da doença ao reduzir em 20% a taxa de mortalidade

Natalia Cuminale, de Chicago
Durante 27 meses, pesquisadores acompanharam 8.442 vítimas de insuficiência cardíaca de 47 países

Uma das descobertas mais fascinantes da história da medicina foi feita pelo médico inglês William Harvey (1578-1657) acerca do sistema circulatório. Ao tomar em suas mãos o coração ainda vivo de cobaias de laboratório, ele testemunhou o funcionamento do intrincado labirinto de veias e artérias que entravam e saíam daquele “músculo oco”, segundo sua definição. “Durante o tempo em que o coração se move, contra­i-se por inteiro; encolhe as suas paredes; os ventrículos são reduzidos e expulsam o seu conteúdo sanguíneo (...) Quando o coração está tenso, a ponto de expulsar o sangue que estava anteriormente encerrado, empalidece e volta a relaxar e a permanecer quieto, mas logo em seguida, assim que o sangue volta a chegar ao ventrículo, o coração adquire a cor púrpura”, lê-se no livro Exercitatio Anatomica de Motu Cordis et Sanguinis in Animalibus (Estudo Anatômico sobre o Movimento do Coração e do Sangue nos Animais), de 1628. “O coração é uma bomba”, concluiu Harvey. Abriu-se ali o caminho para o entendimento de uma doença que, descrita na Antiguidade, desafia a medicina até hoje: a insuficiência cardíaca sistólica — sístole é o movimento de contração do coração, quando ele ejeta o sangue para os outros órgãos e tecidos. Caracterizado pelo enfraquecimento do músculo cardíaco e, consequentemente, pela dificuldade de bombeamento do sangue do coração para o resto do organismo, o distúrbio decorre de alguns dos mais nefastos males da modernidade — infarto, hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade. Cada uma a seu modo, tais condições lesionam o músculo cardíaco, comprometendo o seu funcionamento. Com 26 milhões de doentes no mundo, 6 milhões deles no Brasil, a doença do coração cansado mata mais do que os cânceres de mama e de intestino juntos. Entre os brasileiros, há, em média, 27 000 óbitos por ano.
Um trabalho apresentado recentemente no Congresso da Associação Americana do Coração, realizado em Chicago, entusiasmou os especialistas. Ainda em fase de aprovação, o fármaco LCZ696 promoveu uma redução de 20% na taxa de mortalidade e de 21% nas internações, além de controlar os sintomas da insuficiência cardíaca. “Esse medicamento promete revolucionar o tratamento dessa doença”, disse a VEJA o cardiologista John McMurray, da Universidade de Glasgow, na Escócia, e líder dos estudos com a nova molécula. “Em todos os quesitos, o LCZ696 é melhor do que o tratamento-padrão.” A pesquisa feita com o remédio foi a maior e a mais reputada já realizada sobre o assunto. Durante 27 meses, os pesquisadores acompanharam 8 442 vítimas de insuficiência cardíaca de 47 países. Os resultados foram tão positivos que o estudo foi interrompido e o LCZ696, submetido à avaliação das agências sanitárias dos Estados Unidos e da Europa, a FDA e a Emea, respectivamente. Desenvolvido pelo laboratório Novartis, o medicamento deve chegar ao Brasil no início de 2016. Segundo a revista americana Forbes, a molécula tem potencial para ser um blockbuster, o famoso remédio arrasa-quarteirão que rende bilhões de dólares ao fabricante. “Desde os anos 80, não víamos um remédio com um impacto tão grande na taxa de mortalidade como o LCZ696”, diz o cardiologista Felix Ramires, do Instituto do Coração de São Paulo, coordenador dos estudos com a nova molécula no Brasil.