terça-feira, 7 de abril de 2015

POLÍTICA, GRAÇAS A DEUS

07/04/2015
 às 14:22 \ Opinião - Augusto Nunes na Vejs.com


Marco Antonio Villa: O Brasil nos tempos da cólera

Publicado no Globo
MARCO ANTONIO VILLA
Nunca na história recente do Brasil o interesse por política foi tão grande como agora. Fala-se de política em qualquer lugar e a qualquer hora. O chato é, neste momento, o brasileiro que não está nem aí para os rumos do nosso país. Esta sensação perpassa as classes sociais, as faixas etárias e as diversas regiões do país. É um sentimento nacional de ódio aos corruptos, ao seu partido e a suas lideranças, especialmente aquela que se apresentou durante anos como salvadora da pátria e, hoje, não tem coragem de caminhar, sem segurança, por uma simples rua de alguma cidade. Transformou-se em um espantalho. Só assusta — se assusta — algum passarinho desavisado.
Vivemos um impasse. E não há nenhum paralelo com qualquer momento da história republicana. O governo perdeu a legitimidade e mal completou três meses. E ainda faltam — impensáveis — 45 meses. Se as eleições fossem realizadas hoje, Dilma Rousseff sequer chegaria ao segundo turno. E o que fazer? É necessário encontrar uma saída para a greve crise que vivemos.
Não cabe dar ouvidos aos covardes de plantão, aqueles que dizem que temos de tomar cuidado com a governabilidade, que não podemos colocar em risco a estabilidade econômica e que o enfrentamento aberto do projeto criminoso de poder é um perigo para a democracia. Devemos silenciar frente a tudo isso? Não, absolutamente não.
Esta é a hora daqueles que têm compromisso com o Brasil. Protestar, ocupar as ruas é a tarefa que se coloca. É seguir a lição de Mário de Andrade. Não sejamos “espiões da vida, camuflados em técnicos da vida, espiando a multidão passar. Marchem com as multidões.” E no dia 12 as ruas estarão tomadas por aqueles que não querem simplesmente espiar a vida, mas desejam mudar a vida.
O projeto criminoso de poder acabou transformando a corrupção em algo natural. E o volume fabuloso de denúncias que horroriza a nação é visto positivamente, pois as denúncias estariam sendo apuradas. É inacreditável: em uma manobra orwelliana, o petrolão é definido como uma ação saneadora do Estado, e não como o maior desvio de recursos de uma empresa pública na história da humanidade.
Seus asseclas — supostos intelectuais — buscaram algum tipo de justificativa. Como se no Brasil houvesse uma cultura da corrupção, um fator de longa duração. Erro crasso: imaginam que os brasileiros são à sua imagem e semelhança. Não são. Eles é que são corruptos — e nem precisam sair do armário. Já assumiram e faz tempo.
Cabe ressaltar que o movimento da História é surpreendente e imprevisível. No início de junho de 1992, quando a CPMI sobre as atividades de Paulo César Farias — denunciadas por Pedro Collor, irmão do presidente — estava iniciando seus trabalhos, o senador Fernando Henrique Cardoso fez questão de declarar que “impeachment é como bomba atômica, existe para não ser usado.” O deputado peemedebista Nélson Jobim foi enfático: “O Congresso não pode fazer uma CPI para investigar o presidente. Se vocês insistirem nisso, eu vou ao Supremo.”
Mais cordato, mas não menos conciliador, o senador Marco Maciel (PFL-PE) declarou que a “CPI não vai produzir sequelas, pois as acusações foram feitas sem provas.” Líderes empresariais saíram em defesa do presidente. Emerson Kapaz, candidato a presidente da Fiesp, disse que as denúncias eram “uma grande irresponsabilidade.
As pessoas precisam medir seus atos para não causar mais turbulência no Brasil, já tão afetado pela crise econômica.” E até juristas criticaram Pedro. Um deles, Celso Bastos, declarou que o irmão do presidente era de “um egoísmo elevado à última potência” e que ele “nunca pensou nos interesses da nação.” Quatro meses depois, Fernando Collor não era mais presidente do Brasil.
Hoje vivemos uma situação muito distinta em relação a 1992. Entre outros fatores, um é essencial: as ruas. Desta vez, são elas que estão impulsionando o Parlamento, e não o inverso, como naquele ano. O que ocorreu pelo Brasil, no dia 15 de março, é fato único na nossa história. Eu testemunhei dezenas de milhares de pessoas se manifestando em absoluta ordem na Avenida Paulista.
Com indignação — e justa indignação — mas também com bom humor. Foi um reencontro com o Brasil. A auto-organização da sociedade civil é o novo, só não reconhece quem está comprometido com o projeto criminoso de poder — e são tantos que venderam suas consciências.
Esta será uma semana de muita tensão. E isto é bom para a democracia. Ruim é o silêncio ou o medo. As ruas voltaram a ser do povo, e não mais monopólio daqueles que têm ódio à democracia. Nós temos tudo para construir um grande país mas antes temos uma tarefa histórica: nos livrar dos corruptos. E sempre dentro da democracia, da lei e da ordem. São eles — e existem sim o nós e eles — que sempre desprezaram o Estado Democrático de Direito. Nunca é demais lembrar que o PT votou contra o texto final da Constituição.
Vivemos uma quadra histórica ímpar. Não é exagero que nós teremos muito a contar aos nossos filhos e netos. É aquele momento de decisão, de encruzilhada do destino nacional. Para onde vamos? Continuaremos a aceitar passivamente a destruição dos valores republicanos ou tomaremos uma atitude cívica, de acordo com bons momentos da nossa história?
Eles não passarão. E não passarão porque — paradoxalmente — uniram o Brasil contra eles. Ninguém aguenta mais. É hora de dar um passo adiante, de encurralar aqueles que transformaram o exercício de administração da coisa pública em negociata, em mercadoria. E deixar duas saídas: a renúncia ou o impeachment.

BELEZA FOTOGRAFADA


14/04/2014
 às 10:00 \ Tema Livre - Ricardo Setti na Veja.com


MULHERES LINDAS — As musas das séries americanas de TV

Sofia Vergara (Modern Family)
Sofia Vergara, de “Modern Family”
-Publicado originalmente em 27 de março de 2013
Nota publicada pelo site da revista Alfa
campeões de audiência 02Christina Hendricks, Olivia Wilde, Sofia Vergara, Anna Paquin, Kaley Cuoco…
As séries de televisão americanas não só se caíram no gosto do público pela sua qualidade, mas também pela imensa lista de beldades que cada uma delas nos dá.
É possível imaginar Mad Men sem suas incríveis atrizes? E o que dizer então de Game of Thrones, que eleva a temperatura da TV ao máximo?
Isso sem contar o premiado Girls, com suas cenas de sexo de tirar o fôlego. Então, não perca tempo e veja um pouco mais de suas musas favoritas:
christina-hendricks-mad-men
Christina Hendricks, de “Mad Men”
De novo Sofia Vergara, de “Modern Family”
-
Lisa Edelstein ("House")
Lisa Edelstein, de “House”
A brasileira Morena Baccarin, de “Homeland”
-
Olivia Wilde, de "House"
Olivia Wilde, de “House”
-
Zooey Deschanel, de "New Girl"
Zooey Deschanel, de “New Girl”
-
Kaley Cuoco, de "Big Bang Theory"
Kaley Cuoco, de “Big Bang Theory”
-
Sarah Wayne Callies, de "Walking Dead"
Sarah Wayne Callies, de “Walking Dead”
-
Laurie Holden, de "Walking Dead"
Laurie Holden, de “Walking Dead”
-
Lena Headey, de "Game of Thrones"
Lena Headey, de “Game of Thrones”
-
Emilia Clarke, de "Game of Thrones"
Emilia Clarke, de “Game of Thrones”
-
Lea Michele, de "Glee"
Lea Michele, de “Glee”
-
Jemima Kirke, de "Girls"
Jemima Kirke, de “Girls”
-
Allison Williams, de "Girls"
Allison Williams, de “Girls”

January Jones, de “Mad Men”

Anna Paquin, de "True Blood"
Anna Paquin, de “True Blood”

LEIAM TAMBÉM:

domingo, 5 de abril de 2015

O QUE NÃO É AMOR

domingo, 6 de outubro de 2013


O QUE NÃO É AMOR

O QUE NÃO É AMOR

Amor não é
Ultra-som transvaginal
não é  toque retal
nem palpação manual
nem plano plurianual.
O amor não é
o que se noticia
no Jornal Nacional.

Amor não é só gosto de boca
nem só conjunção carnal
Não é só vida de carnaval
Não se pega e não se vê.
Não é factual.
O amor não é real.

O amor não é posse
O amor não torce, nem destorce.
O amor, se não é bom, não é mau.
O amor não tem açúcar nem tem sal.
O amor não se define
com uma só atribuição: bem, mal.
O amor é assim: total.
O amor não é fiscal
não é porteiro
não é professor.
O amor não é doutor
tão pouco policial.

O amor não é
samba no pé
pagode, aché
nem tango, nem lambada.
Mas, o amor é musical.

O amor nunca “se satisfeita”
 Não espreita, não estreita.
O amor não é inveja
nem ciúme passional.
O amor não abasta-se.
Ele apenas basta-se.
Cabe dentro de si.

Mas o amor peleja
encontra rochas no caminho
tira pedras do caminho
abre valas
embrenha-se em matas de espinhos
corta caminhos
entra de mansinho
fica quietinho
vai e vai
chrga no fundo do ninho
aconchega-se.
Simbiosa-se.

E A PAIXAO?
As vezes o amor tem catapultas
aquela paixão do comecinho
aquele fogo morro acima
aquele paiol queimando
aquela gasolinaardendo em chamas.

Ah! Paixão!
Qão bom e ruim que é você:
 água de morro abaixo
fogo de morro acima.
 Aguardente com maconha
adrenalina com serotonina
noradrenalina com tiroxina
loló com cafeína.
 paixão e caixão.
Fatal, passional, paradoxal.
 arrabatador
paixão - carnaval
   forro de São João
comichão de velho-adolescente
 fogo de homem e mulher.

Amor é sopa na colher
mamão com mel.
Paixão é faca no peito
é garfo no pescoço.
Às vezes paixão é poço
é calabouço
écaixao e vela.

Amor é fé
amor é esperança
nunca vingança.
Amor não é caridade, nem benevolência.
Amor é cumplicidade
é fraternidade sublima
renúncia, comunhão,
entrega incondicional.
Para amar não tem idade
Amor é amar.

                                                 E, ponto

domingo, 14 de julho de 2013


  O QUE NÃO É AMOR
                                                          Autor: Alvaro

Amor não é:
ultra-som transvaginal
não é  toque retal
nem palpação manual
nem plano plurianual.
O amor não é 
o que se noticia
no Jornal Nacional.

Amor não é só gosto de boca
nem só conjunção carnal.
Não é só vida de carnaval.
Não se pega e não se vê.
Não é factual.
O amor não é real.

O amor não é posse.,
O amor não torce, nem destorce. 
O amor, se não é bom, não é mau.
O amor não tem açúcar nem tem sal.
O amor não se define 
com uma só atribuição: bem, mal.
O amor é assim: total.
O amor não é fiscal
não é porteiro
não é professor.
O amor não é doutor
tão pouco policial.

O amor não é
samba no pé
pagode, aché
nem tango, nem lambada.
Mas, o amor é musical.

O amor nunca “se satisfeita”.
 Não espreita, não estreita.
O amor não é inveja
nem ciúme passional.
O amor não abasta-se.
Ele apenas basta-se.
Cabe dentro de si.

Mas o amor peleja
encontra rochas no caminho
tira pedras do caminho
abre valas
embrenha-se em matas de espinhos
corta caminhos
entra de mansinho
fica quietinho
vai e vai
chrga no fundo do ninho
aconchega-se.
Simbiosa-se.

E A PAIXAO?
As vezes o amor tem catapultas
aquela tesão do comecinho
aquele fogo morro acima
aquele paiol queimando
aquela gasolina ardendo em chamas.

Ah! Paixão!
Qão bom e ruim que é você:
 água de morro abaixo
fogo de morro acima.
 Aguardente com fumaça
adrenalina com serotonina
noradrenalina com tiroxina
loló com cafeína.
 paixão e caixão.
Fatal, passional, paradoxal.
 arrabatador
paixão - carnaval
   forro de São João
comichão de velho-adolescente
 fogo de homem e mulher.

Amor é sopa na colher
mamão com mel.
Paixão é faca no peito
é garfo no pescoço.
Às vezes paixão é poço
é calabouço
é caixão e vela.

Amor é fé
amor é esperança
nunca vingança.
Amor não é caridade, nem benevolência.
Amor é cumplicidade
é fraternidade sublima
renúncia, comunhão, 
entrega incondicional.
Para amar não tem idade
Amor é amar.
     E, ponto G.