por Mário Kértesz no dia 05 de Fev de 2014 às 14:34 em Política - Blog de Mário Kertz no Portal Metro 1
As coisas na politica aqui na Bahia parece que mudaram. Eu vivi nesse meio muito tempo, alias, no tempo em que a palavra era coisa de valor. Hoje, o que se diz sentado não se reafirma quando em pé.
Confesso que é com tristeza que acompanho o recente comportamento do ex governador Paulo Souto. Antes de tudo, quero dizer que considero que ele tenha sido um bom governador. Não era de muito conversar, nem de grandes atenções. Esta parte ficava para seu padrinho ACM, o original.
Depois de negar, com ênfase, que não queria ser candidato a governador da Bahia, muda de ideia e deixa o prefeito Neto em situação complicada.
Mais, ele e a turma do DEM, muitos dos quais viuvas do extinto carlismo, passaram a divulgar em mídias "amigas" a falsa noticia de que está no páreo e vai coordenar a campanha das oposições no estado.
Espanto me dá ver a luta pelo poder fazer com que as pessoas se esqueçam dos deveres mínimos com suas historias de vida.
Cabe agora a Neto mostrar que herdou a firmeza de caráter de ACM, o original e manter sua palavra, definindo logo seu caminho.
Antes, muito antes do tardio carnaval deste ano de 2014.
O aumento no IPTU e a isenção de pagamento da taxa do lixo foram alvos do meu comentário durante o Jornal da Bahia no Ar, na manhã desta quarta-feira (5). "A gente vive no meio de trapalhadas. Se eu tivesse sido eleito, também daria o aumento, acho que a cidade precisa. Mas, eu também vi o prefeito ACM Neto encher a boca e dizer que mais de 200 mil contribuintes estariam isentos do IPTU. Só que não foi isso que aconteceu. Ou a lei foi mal feita ou isso foi premeditado pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo".
"Só que a grita foi enorme e obrigou o prefeito a mandar uma nova lei para a Câmara Municipal, que aprovou no segundo dia de funcionamento, apressadamente, para isentar esses imóveis. Se é para desfazer, por que fez? É preciso que a administração do prefeito pare de correr atrás de holofotes, para tudo tem que ter uma entrevista coletiva. A primeira obra inaugurada com pompa e circunstância pela nova administração foi a Rua Nilo Peçanha, depois de 30 dias ficou toda esburacada", completou.
Falei também sobre o apagão que aconteceu ontem nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, além da prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT).
"Só que a grita foi enorme e obrigou o prefeito a mandar uma nova lei para a Câmara Municipal, que aprovou no segundo dia de funcionamento, apressadamente, para isentar esses imóveis. Se é para desfazer, por que fez? É preciso que a administração do prefeito pare de correr atrás de holofotes, para tudo tem que ter uma entrevista coletiva. A primeira obra inaugurada com pompa e circunstância pela nova administração foi a Rua Nilo Peçanha, depois de 30 dias ficou toda esburacada", completou.
Falei também sobre o apagão que aconteceu ontem nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, além da prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT).
O apresentador Mário Kertész detalhou, em um comentário no Jornal da Cidade 2º Edição desta segunda-feira (3), as conversas e reuniões que levaram à escolha do nome do ex-ministro e presidente estadual do PMDB, Geddel Vieira Lima, para ser o candidato das oposições do governo do estado nas eleições deste ano.
"O candidato das oposições ao governo da Bahia este ano já foi escolhido e chama-se Geddel Vieira Lima (PMDB)", afirmou MK ao iniciar o relato. "Tentando encerrar o processo de escolha até 31 de janeiro, como havia falado que gostaria de fazer, na segunda-feira da semana passada, o prefeito ACM Neto chamou o ex-governador Paulo Souto (DEM) para uma conversa, e perguntou a ele se queria ser o candidato ao governo", disse Mário. "Paulo [Souto] peremptoriamente respondeu ao prefeito 'não, eu não quero'".
Mário então descreve os passos tomados a partir da definição do ex-governador. "Com a negativa de Paulo Souto, no mesmo dia, o prefeito liga para o ex-ministro da integração nacional e presidente estadual do PMDB, Geddel Vieira Lima, e diz que Paulo Souto não seria o candidato, que ele então seria o escolhido para representar a oposição". O prefeito ACM Neto agendou um encontro com Geddel na sexta-feira (31) para discutir os detalhes e composição da chapa majoritária. A partir da definição, Geddel começa a trabalhar como pré-candidato, inclusive comunicando o fato ao diretório nacional do PMDB.
Um dia antes do encontro com Geddel, o prefeito é abordado pelo deputado estadual Paulo Az (DEM), pedindo que ele recebesse Paulo Souto para uma nova conversa sobre sucessão. Assim aconteceu. E, segundo MK, Paulo Souto chegou, depois de tudo o que havia passado, e disse: "Neto, se não for lhe causar nenhum inconveniente, nenhum embaraço, eu gostaria de voltar a ter o meu nome cogitado para ser candidato a governador", relatou. Depois de tudo o que havia acontecido, a situação ficou delicada, muito delicada, e o próprio prefeito foi franco com Paulo Souto. "Agora a situação já está complicada. Mas, de qualquer jeito, eu vou conversar com Geddel, porque tenho encontro já marcado com ele para discutir a composição da chapa, do resto da chapa", disse, segundo MK.
No dia seguinte, ele se encontra com Geddel, relata isso ao ex-ministro e Geddel reafirma que já é candidato a governador, e que Paulo Souto teve todas as chances, expressas, por ele inclusive, por diversas vezes, já que Geddel falou em várias oportunidades que apoiaria o nome do Democrata, caso ele fosse escolhido. "Isto posto, está definido o candidato que vai representar as oposições, Geddel Vieira Lima. Temos então 3 candidatos à sucesso de Jaques Wagner: Lídice da Mata (PSB), Rui Costa (PT) e Geddel Vieira Lima (PMDB)", finalizou MK.
Ouça abaixo o comentário completo.
Áudio
"O candidato das oposições ao governo da Bahia este ano já foi escolhido e chama-se Geddel Vieira Lima (PMDB)", afirmou MK ao iniciar o relato. "Tentando encerrar o processo de escolha até 31 de janeiro, como havia falado que gostaria de fazer, na segunda-feira da semana passada, o prefeito ACM Neto chamou o ex-governador Paulo Souto (DEM) para uma conversa, e perguntou a ele se queria ser o candidato ao governo", disse Mário. "Paulo [Souto] peremptoriamente respondeu ao prefeito 'não, eu não quero'".
Mário então descreve os passos tomados a partir da definição do ex-governador. "Com a negativa de Paulo Souto, no mesmo dia, o prefeito liga para o ex-ministro da integração nacional e presidente estadual do PMDB, Geddel Vieira Lima, e diz que Paulo Souto não seria o candidato, que ele então seria o escolhido para representar a oposição". O prefeito ACM Neto agendou um encontro com Geddel na sexta-feira (31) para discutir os detalhes e composição da chapa majoritária. A partir da definição, Geddel começa a trabalhar como pré-candidato, inclusive comunicando o fato ao diretório nacional do PMDB.
Um dia antes do encontro com Geddel, o prefeito é abordado pelo deputado estadual Paulo Az (DEM), pedindo que ele recebesse Paulo Souto para uma nova conversa sobre sucessão. Assim aconteceu. E, segundo MK, Paulo Souto chegou, depois de tudo o que havia passado, e disse: "Neto, se não for lhe causar nenhum inconveniente, nenhum embaraço, eu gostaria de voltar a ter o meu nome cogitado para ser candidato a governador", relatou. Depois de tudo o que havia acontecido, a situação ficou delicada, muito delicada, e o próprio prefeito foi franco com Paulo Souto. "Agora a situação já está complicada. Mas, de qualquer jeito, eu vou conversar com Geddel, porque tenho encontro já marcado com ele para discutir a composição da chapa, do resto da chapa", disse, segundo MK.
No dia seguinte, ele se encontra com Geddel, relata isso ao ex-ministro e Geddel reafirma que já é candidato a governador, e que Paulo Souto teve todas as chances, expressas, por ele inclusive, por diversas vezes, já que Geddel falou em várias oportunidades que apoiaria o nome do Democrata, caso ele fosse escolhido. "Isto posto, está definido o candidato que vai representar as oposições, Geddel Vieira Lima. Temos então 3 candidatos à sucesso de Jaques Wagner: Lídice da Mata (PSB), Rui Costa (PT) e Geddel Vieira Lima (PMDB)", finalizou MK.
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