quinta-feira, 7 de novembro de 2013

MAÇONARIA, por Anestor Porfírio da Silva

Maçonaria,  por Anestor Porfírio da Silva



A maçonaria brasileira conta, atualmente, com uma abundante e valiosa literatura, que é responsável pelo armazenamento de grande parte de sua longa história. Durante anos e anos, essa dita literatura vem, sistematicamente, registrando com extraordinária credibilidade, os mais variados e importantes fatos relacionados à sua secular trajetória neste país, o que a torna um rico acervo da Ordem Maçônica. Sobre seu passado, seus principais vultos, sua evolução através dos tempos, seus grandes feitos etc., há um manancial de informações que pode eliminar qualquer dúvida, o que não ocorre quando alguém busca saber, por exemplo, qual é a maçonaria de hoje e qual será a maçonaria do futuro.

Nessa incerteza, muitas pessoas indagam saber se ainda existem causas que possam levar a maçonaria à luta, e se essas causas realmente existem, quais são elas, mas as fontes esclarecedoras são escassas. Não passam de raras obras escritas e mais alguns artigos que, de vez em quando, são divulgados através de periódicos maçônicos (revistas e jornais), ou pela Internet, em forma de crônicas, manifestos, pronunciamentos e comentários de autoria de alguns poucos obreiros, em cujos trabalhos buscam colocar em evidência preocupações relacionadas à questão em foco.


Provavelmente, situações de expectativa que são criadas diante de fatos como: as informações por demais tímidas sobre os reais objetivos da maçonaria, as constantes e injustificadas alterações da legislação e dos rituais, a falta de conscientização dos maçons e das lojas em momentos em que as próprias circunstâncias assim o exigem, a não realização de encontros estaduais dos maçons para o debate de questões sociais em que a ação da maçonaria se faz necessária,  têm dado espaço a muitos crerem que ela esteja caminhando para o fim. Para uns, a maçonaria está em declínio porque, embora tendo um passado de importantes lutas e de muitas vitórias, enfrenta um  presente sem afirmações, à espera de um futuro incerto. Para outros, ela está fadada à sucumbência por não ter mais bandeiras de luta, por representar alto custo financeiro aos seus membros e também porque em nada evoluiu ao longo de toda a sua história. Enfim, tanto para uns quanto para outros, o que faz a maçonaria atualmente não passa de sessões monótonas, improdutivas e sem atrativos, com os seus dirigentes mais interessados em promover banquetes em ambientes suntuosos, onde o que mais se vê é a farta distribuição de diplomas e medalhas condecorativas, em vez de trabalharem no sentido de colocar a Ordem nos trilhos da sobrevivência e conduzi-la por rumos capazes de resgatarem a sua verdadeira identidade.

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