NÃO SE ACOMODE,
NÃO MINTA,
EXERÇA A CIDADANIA
Por Alvaro
Não se acomode, não minta, exerça a sua cidadania com altivez. Não venda sua alma. Não venda o voto.“Um povo
reduzido ao silêncio é um organismo corroído”, ensinavam. “Só não desejam mudar
os homens que estão tranquilos. Os que sofrem são ávidos de coisas novas.” E a
coisa nova é as vezes responder a um desafio, a uma afronta. Nesse sentido
interessa aos que sofrem fazer sofrer seus algozes. E o embate pode ser
catastrófico para as partes envolvidas no litígio.
Mas, “o
verdadeiro objetivo da guerra é a paz diz San Tzu em A Arte da Guerra” cujos escritos originais
dataram de 960 a 1280, mas que foram achados por arqueólogos chineses em 1972. É
normal e é parte do jogo que os defensores de uma determinada proposta tentem,
digamos assim, naturalizar as suas escolhas. O que não é aceitável — e isto,
precisamente, agride a democracia — é que a divergência, especialmente quando
dentro das balizas da legalidade e do estado democrático e de direito, seja
satanizada como coisa de sabotadores. Nesse caso, sob o pretexto de se defender
o bem, o que se faz é satanizar a própria democracia. E, no caso, expor com riscos de firmar uma
imagem negativa da própria instituição.
O sociólogo Olavo de Carvalho no Livro “o
mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” sentencia que: “O curso
dos acontecimentos históricos reflete o tipo de personalidade dominante em cada
época é a expressão mais clara da personalidade dominante é o estilo de vida
intelectual. O declínio abissal da moralidade política no Brasil não é causa
sui: foi antecedido e preparado nas escolas, nos jornais, nas editoras de
livros.. A atividade intelectual no
Brasil se deteriorou e se prostituiu a
tal ponto que mesmo o discurso formal do jornalismo e da comunicação acadêmica
– para não falar daquilo que foi a literatura – já não serve de instrumento
para a autoconsciência. A linguagem dos
publicitários e dos cabos eleitorais tomou tudo. O alvoroço de simular bons sentimentos e
demonizar o inimigo pela via mais fácil bloqueia toda possibilidade de reflexão
séria sobre as próprias palavras. O sociólogo Olavo de Carvalho no Livro “o
mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” sentencia que “O curso
dos acontecimentos históricos reflete o tipo de personalidade dominante em cada
época é a expressão mais clara da personalidade dominante é o estilo de vida
intelectual. O declínio abissal da moralidade política no Brasil não é causa
sui: foi antecedido e preparado nas escolas, nos jornais, nas editoras de
livros.. A atividade intelectual no
Brasil se deteriorou e se prostituiu a
tal ponto que mesmo o discurso formal do jornalismo e da comunicação acadêmica
– para não falar daquilo que foi a literatura – já não serve de instrumento
para a autoconsciência. A linguagem dos
publicitários e dos cabos eleitorais tomou tudo. O alvoroço de simular bons sentimentos e
demonizar o inimigo pela via mais fácil bloqueia toda possibilidade de reflexão
séria sobre as próprias palavras".
A mentira
pode acabar uma guerra. Pode dar início a uma guerra, como ocorreu na Guerra do
Iraque que depôs Sedan Hussein, quando o governo americano afirmou que o Iraque
tinha depósitos de armas nucleares e de armas químicas. Mentir pode acabar um casamento. A
mentira pode eleger ou derrotar um candidato disputando eleições. A mentira, embora condenável, infelizmente
faz parte de nosso cotidiano. Tem quem acredite que a humanidade não
conseguiria viver sem a mentira tal é a
disseminação da mentira permeando as
relações. Há quem afirme que a mentira é
uma espécie de amortecedor social, que ameniza o impacto da pressão gerada pela verdade contundente, da verdade nua e crua. A mentira é lembrada
quando falamos de Pinóquio, aquele personagem que quando mente o nariz cresce.
A mentira é cantada em prosa e verso. A
música pega na mentira foi e é grande sucesso.
Mas, a mentira tem um custo social, as
vezes um custo social elevado. E tem um custo financeiro. Quando se mente em
assuntos ligados a grandes investimentos,
fortunas se constroem, mas as vezes fortunas são devastadas. As bolsas de valores
e todo o mercado financeiro tremem com notícias ruins. Aliás, o mercado
financeiro vive de boatos. Boatos podem derrubar ou supervalorizar ações de grandes companhias. Boatos podem
desencadear uma corrida para comprar ações de uma determinada empresa.
A mentira na política pode levar um
candidato a ser eleito ou pode derrubá-lo. Não é à toa o festival de boatos e
de dossiês em campanhas políticas. Goebles, o articulador da propaganda de Hitler,
no nazismo, teria dito que uma mentira repetida muitas vezes vira verdade.
Parece até que o povo, em algumas culturas, gosta de mentira quando acredita em
algumas promessas absurdas, que não tem a menor possibilidade de serem
cumpridas.
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