CANDIDATO DE OPOSIÇÃO, por Alvaro
Descortinaram-se estilos diferentes. Dois estilos bem demarcados. De um lado a situação liderada pelo Governador da Bahia, Jaques Vagner, registrará candidatura para concorrer ao próximo pleito estadual, Rui Costa, um político pouco conhecido, tirado da cartola do "galego". Oriundo de uma secretaria estadual, Rui Costa, é o candidato do PT e sua base aliada. Com estilo e metodologia completamente diferente e as vezes oposta, a oposição, liderada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, as dificuldades internas que se originam no apego aos cargos, ainda não conseguiu definir o candidato - entre Paulo Souto e Gedel Vieira Lima - ou até outra solução que ainda não foi deflagrada. O nó precisa ser desatado. Mas, não foi até ontem.
Em comentário na Rádio Metrópole, ontem em seu programa matinal, Mário Kertz, fez uma observação de grande precisão. Mário relatou os acontecimentos, iniciando com a recusa, lá trás, ainda em 2013, de Paulo Souto. E, a confirmação de Gedel, antes do final do ano passado, que perguntava a Souto se ele seria candidato, reforçando que se ele aceitasse concorrer na eleição para Governador do Estado da Bahia, teria seu apoio. Até janeiro as oposições - DEM, PSDB E PMDB - formavam um bloco e iriam para o embate unidas. Agora, com a demonstração de grande apego a cargos importantes, vislumbra-se impasse, ao ponto de, mesmo com todo cuidado e tolerância, o prefeito ACM, não conseguir solucionar o impasse político. Diante da teimosia de Souto, Gedel, ameaça fazer carreira solo e romper a unidade das oposições. E, se a unidade for rompida com estridor e impossibilidade de reconciliação, o PT continuará no poder no Estado.
Nesse contexto é que pinta a terceira via. E sendo assim, ACM Neto poderá marchar para o tudo ou nada, com os riscos já vividos por José Serra e Valdir Pires, quando renunciaram para concorrer a um novo pleito, deixando o governo nas mãos de seus respectivos vices, que não tinham a mesma receptividade popular e que não fizeram bons governos. Mas, Neto, tem hoje a melhor avaliação entre prefeitos de capitais, tem uma vice, Célia Sacramento, bem alicerçada pelo PV, gozando de popularidade e confiança, ainda uma onda de encolhimento político do PT de Wagner. Aqui e ali, já se fala na possibilidade de ACM Neto ser o candidato das oposições, com Gedel como Vice e Paulo Souto disputando uma vaga no Senado. Será? Será que Neto aceitaria ser o candidato das oposições? E os outros apegados aceitariam apoiá-lo? O povo aceitaria essa proposição?

Enquanto a situação caminha em franca campanha eleitoral, com candidato definido e imposto ao grupo pelo Governador e maior líder político do PT baiano, o capitão Wagner, seguindo com eventos de despedidas de cargos - como ocorreu ontem com o afastamento de Devdson Magalhães da Bahiagás - e inaugurações, a oposição ao PT está atada com um nó do tamanho da ambição dos políticos de um modo geral e em particular desses pretendentes. Se não houver desapego não haverá solução sem racha. Se bem que, saindo em candidaturas solo, previamente acordado, Paulo Ganen Souto e Gedel Vieira Lima, podem se juntar num eventual segundo turno. Mas, se houver uma racha e Gedel sair independente pelo PMDB e se Paulo Souto for o responsável por perder a eleição, a Bahia inteira irá cair em sua cabeça. Se é que Souto venceu dois pleitos e foi governador por dois mandatos, no seu currículo consta duas eleições perdidas para Wagner. Mário Kertz em seu comentário a que me referi antes, disse que Neto precisaria ser mais ACM e menos Neto. Não sei, não. De um jeito ou de outro quem tem razão é Genival Lacerda quando canta\: "ele está de olho, é na butique dela" - eles todos.
Descortinaram-se estilos diferentes. Dois estilos bem demarcados. De um lado a situação liderada pelo Governador da Bahia, Jaques Vagner, registrará candidatura para concorrer ao próximo pleito estadual, Rui Costa, um político pouco conhecido, tirado da cartola do "galego". Oriundo de uma secretaria estadual, Rui Costa, é o candidato do PT e sua base aliada. Com estilo e metodologia completamente diferente e as vezes oposta, a oposição, liderada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, as dificuldades internas que se originam no apego aos cargos, ainda não conseguiu definir o candidato - entre Paulo Souto e Gedel Vieira Lima - ou até outra solução que ainda não foi deflagrada. O nó precisa ser desatado. Mas, não foi até ontem.
Em comentário na Rádio Metrópole, ontem em seu programa matinal, Mário Kertz, fez uma observação de grande precisão. Mário relatou os acontecimentos, iniciando com a recusa, lá trás, ainda em 2013, de Paulo Souto. E, a confirmação de Gedel, antes do final do ano passado, que perguntava a Souto se ele seria candidato, reforçando que se ele aceitasse concorrer na eleição para Governador do Estado da Bahia, teria seu apoio. Até janeiro as oposições - DEM, PSDB E PMDB - formavam um bloco e iriam para o embate unidas. Agora, com a demonstração de grande apego a cargos importantes, vislumbra-se impasse, ao ponto de, mesmo com todo cuidado e tolerância, o prefeito ACM, não conseguir solucionar o impasse político. Diante da teimosia de Souto, Gedel, ameaça fazer carreira solo e romper a unidade das oposições. E, se a unidade for rompida com estridor e impossibilidade de reconciliação, o PT continuará no poder no Estado.
Nesse contexto é que pinta a terceira via. E sendo assim, ACM Neto poderá marchar para o tudo ou nada, com os riscos já vividos por José Serra e Valdir Pires, quando renunciaram para concorrer a um novo pleito, deixando o governo nas mãos de seus respectivos vices, que não tinham a mesma receptividade popular e que não fizeram bons governos. Mas, Neto, tem hoje a melhor avaliação entre prefeitos de capitais, tem uma vice, Célia Sacramento, bem alicerçada pelo PV, gozando de popularidade e confiança, ainda uma onda de encolhimento político do PT de Wagner. Aqui e ali, já se fala na possibilidade de ACM Neto ser o candidato das oposições, com Gedel como Vice e Paulo Souto disputando uma vaga no Senado. Será? Será que Neto aceitaria ser o candidato das oposições? E os outros apegados aceitariam apoiá-lo? O povo aceitaria essa proposição?
Enquanto a situação caminha em franca campanha eleitoral, com candidato definido e imposto ao grupo pelo Governador e maior líder político do PT baiano, o capitão Wagner, seguindo com eventos de despedidas de cargos - como ocorreu ontem com o afastamento de Devdson Magalhães da Bahiagás - e inaugurações, a oposição ao PT está atada com um nó do tamanho da ambição dos políticos de um modo geral e em particular desses pretendentes. Se não houver desapego não haverá solução sem racha. Se bem que, saindo em candidaturas solo, previamente acordado, Paulo Ganen Souto e Gedel Vieira Lima, podem se juntar num eventual segundo turno. Mas, se houver uma racha e Gedel sair independente pelo PMDB e se Paulo Souto for o responsável por perder a eleição, a Bahia inteira irá cair em sua cabeça. Se é que Souto venceu dois pleitos e foi governador por dois mandatos, no seu currículo consta duas eleições perdidas para Wagner. Mário Kertz em seu comentário a que me referi antes, disse que Neto precisaria ser mais ACM e menos Neto. Não sei, não. De um jeito ou de outro quem tem razão é Genival Lacerda quando canta\: "ele está de olho, é na butique dela" - eles todos.
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