UM POUCO SOBRE MEDICINA PSICOSSOMÁTICA
por Alvaro
A Medicina Psicossomática não é, pelo menos
até agora, uma especialidade médica, é
uma postura. Vemos o ser humano de forma holística. E lidamos com ele na
dimensão bio-psico-social. Essa postura
gera como consequência uma escuta mais apurada e mais extensa, personalizando a
relação medico-paciente, sem transferir totalmente para a tecnologia, o
trabalho do medico enquanto artesão. O tratamento é mais causal do que
sintomático. Abre as portas para ações
terapêuticas múltiplas, como exemplo – farmacologia + psicoterapia +
fisioterapia. No processo há uma construção entre o médico e o paciente e desta
relação surgem possibilidades: uma delas é a participação efetiva do paciente no
processo e o maior conhecimento de si mesmo, menor somatização, diminuição das
idas aos serviços de urgência e emergência.
Contextualização da situação
adoecer nos leva a pensar em doentes e não em doenças. Mas, em .grandes centros de excelência tecnológica vê-se fígados, baços, pulmões, pâncre, as como foco. Por que a segmentação faz parte da modernização dos métodos de diagnóstico e de tratamento. Por isso especializações cada vez maiores e mais segmentadas. Médicos que só tratam dor de cabeça. Que só tratam diabites, que só lidam com a insônia. A ultra-segmentação atende mais as necessidades da indústria tecnológica do que ao paciente. O enfermo passou a ter sua vida, seu destino decidido principalmente por máquinas.
Mas, médico e paciente, precisam se olhar, se ver, se tocar. Principalmente se comunicar. A escuta é muito importante e deve ser abrangente, não se limitando ao sintoma, ao órgão, ao aparelho, Precisa ser apurada a vertente social, familiar, psíquica - abrangendo o cultural e o espiritual.
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